sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Shine a Light

O Rock n' Roll é a libertação. Pode parecer piegas, presunçoso, hebefrênico ou até mesmo hostil. Não importa o quão ridículo possa parecer, Nelson Rodrigues nos salva dessa imbecilidade; mas o velho som de Memphis instiga prazerosamente.

De comportamento reprovável, transgressor ou ilícito, não importando o tamanho da revolução proposta; ele brilhará na manhã seguinte com sentimento de esperança ou até contentamento.

Longe de cravar a superioridade do gênero - falando de música não se pode haver barreiras radiofônicas ou comerciais - que, enquanto constituinte do permeio Jazz, Blues, Country, R&B, se funde aos tramites culturais e sociais da juventude do século XX. O Rock se posicionou como elemento importante da vida contemporânea seja no cotidiano ou nas artes.

Fugindo dessa digressão quase lisérgica, saúdo 2013 com fatos importantes. Assim, para o bem deste diário online e para a manutenção da minha lógica freudiana, prossigo com a construção da minha infindável TeleStrato. Além disso, modifiquei o meu pedalboard de uma forma nunca antes praticada por mim. Finalizando as conquistas, a oportunidade de estar numa banda com um show à porta tem sido demasiadamente empolgante.

Breve melhores detalhes...

*ADENDO 02/03/2013:

O pedalboard passou por muitas mudanças. Além da construção de um novo modelo homemade (mais leve, prático e dinâmico), novos pedais entraram na prancha.

É fato que gosto muito de pedais de overdrive's. Já perdi as contas de quantos passaram por aqui. Teoricamente, acredito que um ou dois overdrive's - acompanhando um Fuzz - sejam suficientes. A encrenca começa quando o repertório de músicas é diverso e o superego não dá conta de controlar a G.A.S. .

Assim, após entrar aos 45' do segundo do tempo num projeto de indie/brit - rock com foco também em composições, abstive das minhas configurações low gain jonhmayerianas em busca de diversidade nos timbres. Dessa forma, inicialmente pensei na combinação dos pedais que poderiam gerar timbres para cada canção: Digitech Bad Moneky + Fuhrmann Hot Rod = timbre quente e aberto, Digitech Bad Monkey + Boss Blues Driver = timbre seco e bom sustain...

O Blues Driver passou para drive principal, com uma configuração que lembra alguma coisa do Led Zeppelin. O Hot Rod ganhou um pouco mais de agudo, se destacando dos demais pedais. E, finalmente, o Bad Monkey permaneceu intocável, fazendo mais ou menos o que um Tube Screamer faria com os knob's lá pras 12 horas.

O Danelectro Dan Echo e o Giannini Axcess Fuzz acabaram entrando em poucas ocasiões e o Wah Wah menos ainda. O desafio maior, entretanto, foi encontrar uma solução pros timbres limpos. Tudo bem que eu poderia desligar todos os pedais de drive e dar por encerrada a questão. Mas o resultado não foi agradável. Parecia que a guitarra "morria", perdendo frequências médias importantes para a "presença" do som. A situação ficava mais feia ainda quando o Fuhrmann Vib&Vibe era ligado sozinho, pois a oscilação dava uma leve sensação de perda de volume, além de uma pontinha estridente de agudos.

Tendo essa pulga atrás da orelha, pesquisei por soluções para o som que buscava. Inicialmente pensei num compressor para "empurrar" o sinal. Parece que o modelo da Joyo é bem interessante e barato. O fato, porém, de temer pela perda da dinâmica e não compensação de algumas frequências perdidas, me fez desistir da ideia.

Não demorou para que me sugerissem um pedal Equalizer, afinal, ele resolveria o problema do volume e das frequências sem distorcer o sinal. E, por fim, havia a possibilidade de um bom pedal de drive low gain para esquentar o som (Tone shaper?)... já devem estar imaginando qual foi minha escolha!

Continua...