terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Tudo que levarei para 2013

O novo ano mal começou e já me sinto tentado a voltar ao passado. Para isso, retorno àqueles que conheci (e se destacaram) em 2012. Essa é a prova de que sei apreciar música atual, embora nem sempre totalmente moderna.

Radicada em Londres desde 2010, a nova iorquina Lana Del Rey esbanja charme e sensualidade. Com seu estilo nostálgico, algo entre os anos 50 e 60, fortemente marcado por referências a cultura pop, suas canções esbanjam ambiência e vocais murmurados.

O seu  álbum de estreia Born to Die lançado a 30 de Janeiro de 2012, no Reino Unido, e a 31 de Janeiro no resto do mundo, recebeu muitas críticas positivas e outras nem tanto. Alguns consideram a cantora incipiente e que teria atingido enorme sucesso graças à internet.

A comparação com Amy Winehouse e Adele é inevitável. Pessoalmente penso que esta já conseguiu substituir o papel da falecida Amy. Dessa forma, Lada Del Rey estaria em algum lugar entre as duas, restando-nos aguardar pelos próximos trabalhos para um melhor julgamento.
    
Das frias montanhas verdes do Estado de Vermont, EUA, surgiu Grace Potter and the Nocturnals. Uma perfeita  mistura de blues, soul e rock das décadas de 1960 e 1970, somado ao charme da gatíssima vocalista/multinstrumentista homônima.

A magia foi tanta que passei a admirar a (até então esquisita) Gibson Flying V. Claro que as linhas modernas da guitarra ficaram muito mais atraentes em Grace Potter do que em Keith Richards ou em Jimi Hendrix.

Assim como Lana Del Rey, a banda soa um pouco pop. E deve-se frizar que isso não é necessariamente um problema. A popularização da música, afinal, está distante (embora nem sempre tão evidente) da baixa qualidade artística de algumas bandas e gêneros. Ou seja, "tente se conectar às pessoas" diria Carlos Santana.
    
Voltando às guitarras elétricas, destaco The Black Keys. Formada no ano de 2001 em Akron, Ohio, a dupla carrega o espírito do velho rock n' roll norte-americano. Dan Auerbach, com sua barba de lenhador, abusa do uso de tremolos e fuzzes, algo que tenho visto pouco por aí.

Velhas guitarras e uma bateria são suficientes para canções melodiosas cheias de nostalgia e sentimentos.  A maçaroca harmônica se completa quando entra em cena a banda de apoio. Os arranjos ficam mais elaborados, deixando de lado, por hora, a crueza minimalista do duo.

O disco El Camino foi lançado em dezembro de 2011, mas só tive a sorte de conhecer a banda no finado ano de 2012. Para fins ilustrativos, indico The Black Keys BBC Radio 1 Live Lounge Zane Lowe 2012 em que há passagens pelos albúns antigos dos caras.
  
Vale destacar que Adele e Gary Clark Jr. só ficaram de fora dessa postagem por já estarem no meu set list desde fins de 2011...

Por fim, coinscidência ou não, todos esbarram na atmosfera vintage/retrô que sempre me atraiu na música. Assim, chego a pensar quais seriam minhas preferências caso tivesse nascido no pós-guerra.