domingo, 1 de dezembro de 2013

Gravação: Manchetes de Jornal

Finalmente chegou o dia de entrar no estúdio. Ou melhor, no quarto. Isso mesmo! Em tempos de softwares avançados e soluções caseiras, ficou muito mais fácil gravar o próximo melhor disco de rock de todos os tempos.

Minha participação ontem se resumiu a acrescentar camadas de guitarras e o solo. Óbvio que a pressão é maior que nos ensaios. Não, não se pode errar. Caso aconteça, grava tudo novamente...

O grande destaque é que o simples é mais. Assim, utilizei o Boss OD - 3 para as linhas, o Axcess Fuzz para o solo e o Phaser GF Music para uma parte psicodélica com a Telecaster. Além disso, não faltou uma pitada do Revolution Tremolo da Andy Effects para uma passagem. As guitarras foram a já citada Telecaster homemade e a Epiphone Sheraton II VS, a mais nova queridinha.

domingo, 17 de novembro de 2013

Pedalboard 2013: em busca dos timbres para o repertório

O ano de 2013 ficará marcado por muitas conquistas na minha vida. O pedalboard, dessa forma, não poderia passar ileso. 

Inspirado na ideia do Novaboard RT Creation FD e objetivando a otimização do espaço e organização do set up, confeccionei um novo pedalboard em janeiro. O aproveitamento de materiais foi fantástico e o empreendimento saiu por menos de R$50.

O que eu não poderia imaginar é que seria promovido de guitarrista de quarto à lead guitar de uma banda. Finalmente eu teria a oportunidade de por em prática meses de arrumação sistemática dos efeitos. As horas girando knobs para todos os lados seriam postas à prova. O desafio, porém, não passaria pela escolha de um timbre mais ou menos vintage e sim pelo que encaixasse no tal do "repertório".

Em função da banda muitas mudanças nas regulagens ocorreram. Cheguei a usar o Blues Drive com o ganho no máximo por causa das músicas mais fortes (foi aí que a necessidade fez a oportunidade adquirir o MXR Custom Badass 78'). Alguns pedais ficaram de lado ou perderam seu papel anterior, afinal, definitivamente, àquela altura eu já não era John Mayer mesmo.

Muitas outras mudanças aconteceram sem que desse tempo de fotografá-las. Arrisco dizer que a cada ensaio havia uma novidade. Vale destacar também que cheguei a tocar sem delay (foi horrível a sensação) após a venda do Dan Echo!

Por fim, iniciei o ano com alguns pedais e muitas necessidades. Após algumas aquisições, acredito que cheguei a um set up ideal no começo do segundo semestre. Agora a preocupação é o quê fazer com tantos efeitos (principalmente pedais de ganho). Torço para que a compra do amplificador (virá um valvulado por aí?) me obrigue a aposentar algumas latinhas. E viva a G.A.S. !!!

Fevereiro de 2013
Fender PT 10 Afinador, Jim Dunlop Cry Baby, Fuhrmann Vib & Vibe, Axcess Fuzz, Boss Blues Drive BD - 2, Digitech Bad Monkey, Fuhrmann Hot Rod e Danelectro Dan Echo . 
Saiu: Foxx Tone Machine by Gritto.
Fora da cadeia, porém na foto: Sun Face Cacau Aiello.
                                                                               

Abril de 2013
Fender PT 10 Afinador, Loop A or B Black Snake, Canal verde (Fuhrmann Vib & Vibe, Fuhrmann Hot Rod), Canal Vermelho (Boss Overdrive OD-3, Boss Blues Drive BD 2, Digitech Bad Monkey, Axcess Fuzz) Revolution Tremolo Andy Effects e Danelectro Dan Echo . 
Entraram: Boss Overdrive OD-3, Loop A or B Black Snake e Loop A or B Black Snake.
Saiu: Sun Face Cacau Aiello.
Fora da cadeia: Jim Dunlop Cry Baby.


Junho de 2013
Fender PT 10 Afinador, Loop A or B Black Snake, Canal verde ( Axcess Fuzz, Boss Overdrive OD-3, Boss Blues Drive BD 2), Canal Vermelho (Digitech Bad Monkey, MXR Custom Badass Distortion 78'), Phaser GF Pedals, Revolution Tremolo Andy Effects e Danelectro Dan Echo . 
Entraram: MXR Custom Badass Distortion 78', Phaser GF Pedals.
Sairam: Fuhrmann Vib & Vibe e Fuhrmann Hot Rod.
Fora da cadeia: Jim Dunlop Cry Baby


Outubro de 2013
Fender PT 10 Afinador, Loop A or B Black Snake, Canal verde (Digitech Bad Monkey, Boss Blues Drive BD 2,  MXR Custom Badass Distortion 78', Mooer Blues Crab), Canal Vermelho (Boss Overdrive OD-3, Axcess Fuzz e Revolution Tremolo Andy Effects), Boss Harmonist HR - 2, Phaser GF Pedals e Nux Time Core . 
Entraram: Nux Time Core, Harmonist HR - 2 e Mooer Blues Crab.
Saiu: Danelectro Dan Echo.
Fora da cadeia: Jim Dunlop Cry Baby.


sábado, 17 de agosto de 2013

Eu também construí minha Telecaster

Antes que novamente eu desmonte, lixe todo o acabamento novamente, teste novos produtos, pense em pintar tudo com tinta spray sonic blue, apresento a minha Telecaster pós upgrade.

Idealizado com muito apoio e acompanhado por dezenas de pessoas pela internet, o projeto parece estar chegando definitivamente ao fim. Após quase dois anos, estou bem satisfeito com o resultado sonoro e estético.

Levei-a ao ensaio essa semana e adorei o conforto do braço e a ação das cordas. Como aproveitei a reforma para lixar o encaixe do braço, os saddles não ficaram tão altos na ponte.

O captador agudo está com um ardido interessante, talvez faltando alguma dose de ganho (o multímetro apontou 6 ohms). Posteriormente uma troca poderá ser necessária, objetivando um médio mais agressivo. O captador grave está diretamente na madeira e o som ficou bem encorpado (vale ressaltar que algo do aterramento não está 100%, pois o "hum" estão mais evidente quando este captador está selecionado).

O grande destaque fica por conta do escudo de acrílico que encomendei. Demorou mas valeu a pena.

Após remoção da seladora e anilina:


Detalhe dos veios do cedro:

Após várias lixadas e arredondamento das laterais:

Anilina + verniz spray:

Depois de montada:


No ensaio, pré produção de Manchetes de Jornal, EP Festina Lente:



domingo, 7 de julho de 2013

2013: já acabou o intervalo para o segundo tempo

Acreditem ou não, num piscar de olhos, o ano passou. Após a euforia do tão aguardado grande evento esportivo - brilhantemente acompanhado de históricas manifestações populares nas ruas - chegamos a metade final de 2013.

O ano que começou cheio de surpresas, quem imaginaria que uma banda viria pelo caminho; se mostrou bastante produtivo. Como era de se esperar, mudanças aconteceram no Pedalboard. Alguns pedais tiveram que deixar o time mais cedo que o esperado dando lugar a novos reforços.

Aproveitando, numa postagem antiga eu comentei que daria maiores detalhes sobre o MXR Custom Badass '78 Distortion que havia adquirido. Assim, definindo em uma palavra: nervoso! O pedal  caiu como uma luva para as distorções de  médio/alto ganho que eu precisava nos ensaios. Por alto ganho entendam algo um pouco mais pesado do que o Led Zeppelin... talvez um Black Sabbath. Ou seja, os anos 70 ainda são a referência para os timbres. É nítido, entretanto, que o pedal apresenta um certo buraco nos médios. Ligado junto a ele, o Bad Monkey resolveu o problema para os solos, dando volume e "carne" ao som.

Completando o time, adquiri o excelente Phaser da GF Pedals. A empresa de um homem só é nacional e fabrica lindos pedais de efeito. Com a compra, matei o desejo por um Phase 90  da MXR, afinal o handmade apresenta mais opções de timbres e um preço convidativo.

Finalizando, destaco a minha inquietude que mal conseguiu ver a Telecaster pronta e já a colocou no estaleiro. Estou refazendo o acabamento e tenho certeza que o resultado será ainda melhor do que já estava.

Breve novas fotos!

domingo, 30 de junho de 2013

Sessão Dupla: GV Stand UP Club + Festina Lente - O dia depois

Gov. Valadares - MG, berço do rock do interior de Minas. Calor durante o dia, clima ameno à noite.

Tocamos para os amigos com um som bacana e um repertório enxuto. No final, embora não tenhamos tocado a música nova, valeu a experiência.

A viagem serviu, dentre outras coisas, para fortalecer o desejo de novos arranjos e composições.

Que venha julho, o mês do rock!

sábado, 15 de junho de 2013

Gov. Valadares - MG: Festina Lente On the Road

Antes mesmo de acertar todos detalhes do show passado, é iniciada uma nova empreitada recheada de desafios e novas canções.

Dessa vez, o quarteto do relógio prepara uma apresentação voltada para o velho e bom  rock n' roll. Não que antes fosse muito diferente, mas agora a vontade é botar pra quebrar em alto e bom som.

Uma nova composição já está sendo trabalhada e certamente agradará aos apaixonados do mês de junho. Assim, o repertório vai ganhando identidade e fortalecendo os gostos em comuns dos membros da banda.

Abrilhantando a jornada, nada mais rocking que um show em outra cidade. E nesse clima, faremos muito barulho no Soul Rock Pub em Governador Valadares, no dia 29 de junho. A cidade, localizada no leste mineiro, é berço de bandas como Vitrolas,  Brickheads, Xad'a Índia, Filhos da Mães, Stereosonico, Five Against One dentre muitas outras. Algumas delas, inclusive, vi nascendo e ensaiando no terraço da minha casa há mais de dez anos...

Resumindo:


Onde: Soul Rock Pub - Rua Dom Pedro II 400, Governador Valadares - MG
Quando: Sábado, 29 de junho, às 22hs.
Quem: Festina Lente

domingo, 2 de junho de 2013

Almanaque DiscoRock - O dia depois

Além do esperado! Um público animado, um som de primeira qualidade e muita energia da banda. O  evento surpreendeu os presentes e marcou território para novas edições.

"O Calibre", do indefectível Paralamas do Sucesso, abriu o show numa versão porrada mostrando as ousadias que estavam por vir. Muita fumaça e boca seca marcaram os segundos iniciais da apresentação.

Após a passagem por grandes sucessos das últimas décadas, destacou-se "Losing My Religion" do REM. O trabalho com o tremolo no bpm da música, somado ao delay gilmouriano ficou muito bom, trazendo uma esfera de violoncelo ao arranjo.

A pausa para troca de guitarra correu bem e pude enfim estrear minha telecaster homemade. A bichinha ficou linda com a luz negra evidenciando todos os detalhes malucos do acabamento (se revelou muito mais vintage do que eu imaginava!). O timbre, fugindo da maldição do cedro, destacou os agudos. Penso que uma melhor regulagem de captadores (que já tinha realizado nesta semana) ou até a troca dos mesmos se encaixe melhor. Por fim, valeu muito a pena levar esse xodó para o show.

Seguindo, o repertório ficou cada vez mais animado. A galera (e a banda) se soltou. Contrariando a minha preocupação, as músicas que insistiam em falhar nos ensaios saíram perfeitas. Nada que duas horas de Pink Floyd e Rolling Stones antes do show não pudesse me acalmar.

As canções autorais tiveram excelente recepção e o público deve estar ansioso pelas próximas que estão por vir. Até lá, novos arranjos podem pintar nas canções apresentadas.

O Clube 106 quase veio ao chão com a visceral interpretação de "Fátima" do Renato Russo/Capital Inicial(?). Finalizando, como quem diz tchau mas deixa o melhor pro final: "Keep Rockin in the Free World" do Neil Young/Pearl Jam(?). Nessa hora o wah wah falou bonito, mesmo que eu escutasse muito pouco (ou quase nada) do retorno.

Valeu pela experiência e pelo carinho dos que prestigiaram.

Continue agitando no mundo livre!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Almanaque DiscoRock

Neste sábado, após semanas de intensa divulgação, acontece a segunda edição do Almanaque DiscoRock. A festa promete varrer os últimos 40 anos da história do indefectível rock n' roll.

O evento acontecerá no sábado, 01 de junho, às 22 hrs, no Clube 106 em Jardim da Penha. Irão se apresentar DJ Júnior Mendanha, DJ Corélio e Festina Lente.

Após semanas de ensaio, o quarteto capixaba do relógio pretende arrancar suspiros dos mais nostálgicos com grandes clássicos das últimas décadas. A banda possui arranjos minimalistas e repertório temático, abusando de improvisações e canções próprias.

O local aconchegante e de fácil localização possui ampla estrutura para a festa. A ideia é que outras edições do evento aconteçam com frequência, sedimento o espaço no cenário rock capixaba.

Resumindo:

Onde: Clube 106 - Jardim da Penha
Quando: Sábado, 01 de junho, às 22hs.
Quem: Festina Lente, DJ Júnior Mendanha e DJ Corélio
Preço: R$20,00

sábado, 18 de maio de 2013

Apressa-te



Ingressos já a venda: Banca da Carol, Banca Jardim da Penha, Sebo Veredas e MM Cabelo e Arte!

 01/JUN, sábado, a partir das 22h

Clube 106, Jardim da Penha, Vitória - ES

terça-feira, 16 de abril de 2013

É preciso comemorar

Foram mais de 3.800 visitas no último ano! Além disso, tantas novidades surgiram que a celebração se torna ainda maior. Cobrindo o bolo com a cereja, hoje faz 49 anos do lançamento do primeiro álbum do Rolling Stones.

Após um passagem rápida pelas postagens do Blog é possível notar a constante presença dos Stones. Não que eu escute a banda todos os dias, ou seja um ávido estudioso dos arranjos rítmicos de Keith Richards. A referência sonora e estética dos ingleses, entretanto, é algo que está incutida na minha concepção de Rock and Roll.

Brindando este momento, finalmente revelo o desfecho da minha busca por um pedal que ficasse sempre ligado no som limpo: Boss OD3 Overdrive.

Já adianto que não foi difícil a escolha. A latinha, sem dúvida, fala bonito com o ganho menor que 12h e com o Tone também em parcimônia. O som fica mais redondo, com graves bonitos e preenchendo bem as baladas no estúdio (isto é, nada de timbre chocho e sem vida). A opção inicial de uso foi com o ganho todo zerado e uma pitada de agudo para dar um brilho. Mas como stompbox no meu pedalboard corre mais risco do que técnico de futebol com time em crise, os pedais da Fuhrmann deram lugar a um Distortion. Afinal, eu precisava de um "canal sujo" para contrabalancear o lindo "canal limpo" que o OD - 3 estava fazendo.

E assim, aproveitando mais uma vez o momento suspense, fica para a próxima postagem a história do MXR Custom Badass '78 Distortion.




domingo, 24 de março de 2013

1973

Hoje,  um dia após os 40 anos de lançamento de The Dark Side of The Moon, finalmente concluí minha Telecaster. A guitarra, vintage/relic devido minhas limitações técnicas de acabamento, é um belo exemplo do como o antigo sempre despertou meu fascínio.

Gravado pelo grande Alan Parsons, defensor de preciosas salas acústicas e microfones condensadores para "pegar" a ambiência, o oitavo álbum do Pink Floyd sintetiza a introspecção, a loucura e os anseios da sociedade moderna, passando propositalmente pela vida de Syd Barrett, ex- guitarrista e líder da banda.

Poucos álbuns me chamaram a atenção à ponto de escutar na íntegra diversas vezes. Os arranjos blues-psicodélicos de Gilmour, os trabalhos sonoplásticos das canções e as junções entre uma faixa e outra (para não citar tantos outros detalhes) fizeram do álbum referência para quase tudo que veio depois (de bom gosto, claro). Além disso, a capa minimalista e atemporal do disco elevou a outro patamar a estética visual de uma produção.

Mais do que gostar de Pink Floyd, gosto de The Dark Side of The Moon. O som é a cara dos anos 70 e sumariza tudo aquilo que sinto prazer em ouvir. Por fim, ainda espero entender porque do meu "vintagismo" anacrônico.  

Não fugindo do lado antigo da força, finalmente (será?) eu terminei minha Telecaster. Mas não seria, dirá o prezado leitor, uma TeleStrato? Certamente, responderei. Entretanto, com muito pesar, não houve tempo para as atualizações pertinentes aqui no Blog.

Ano passado, por volta de agosto/setembro, após a primeira montagem da guitarra, identifiquei um problema grave com o décimo primeiro traste. Haviam duas possibilidades: a troca do mesmo (quem faria? Quanto ficaria? Seria bem feito?) ou uma leve retifica caseira. Logo, não é de se assustar que parti para a segunda opção. Resumidamente, não que o processo deu todo errado. É certo que os traste ficaram bem baixos e o arredondamento dos mesmos não ficou 100%. A questão é que o nut ficou "alto" deixando as cordas longe dos trastes. Ao invés de investir em mais soluções caseiras, decidi pela compra de um novo braço (que não saiu caro. Possivelmente menos do que um Luthier habilitado cobraria pelo conserto do antigo).

Dessa forma, a ousada TeleStrato, inspirada na guitarra de Eric Clapton nos tempos de Blind Faith, se tornou uma bonita e relic Telecaster, cheia de parafusos cabeça de fenda, e a cara dos anos 50! Além disso, com um pouquinho mais de tempo e grana deixo o braço de Strato perfeito para um novo projeto.

Confiram aqui muitas fotos da construção da guitarra.



sábado, 23 de março de 2013

Tutorial Fender "NUMBER ONE" by Deiab

Finalmente apareceu por aqui uma unanimidade do mundo das guitarras que nunca antes fora citada neste Blog. É impossível, não obstante, falar de John Mayer, Blues, Tube Screamer e Stratocaster sem pensar em Stevie Ray Vaughan.

Nascido em Dallas, em 03 de outubro de 1954 ( "o ano" da Fender Stratocaster), Stevie representou o Texas-blues, caracterizado pelo Swing e pela fusão do Blues com o Rock. Sua pegada nervosa, apesar do calibre pesado das cordas (.013, .015, .019, .028, .038, .058. ), definiu o Blues moderno como hoje conhecemos.

Sua profícua carreira, infelizmente, foi interrompida precocemente em 27 de agosto de 1990, num acidente de helicóptero.

Seu legado sonoro e estético pode ser visto na lado Blues-rock do hoje quase enfadonho John Mayer. Vale destacar que este também tem uma strato toda relic inspirada na do velho SVR.

Assim, Deiab, 38 anos, morador de Curitiba-PR, confeccionou mais um brilhante projeto de réplica-relic.

Fico bastante agradecido por poder compartilhar aqui o seu excelente relato na íntegra:
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"Primeiramente, resolvi colocar esse post aqui, pois aqui partilhamos da mesma mania e quem não gosta, é simples, só não ler ou ver e pronto.

É extenso porque é dedicado aos que gostam de montar suas guitarras, fazer relics, e ou, réplicas, dando dicas e mostrando erros e acertos no processo com várias fotos, incluindo a original (algumas são de celular, então não estão tão boas).

A guitarra do Stevie Ray Vaughan, passou por muitas mudanças durante a carreira, ele trocava muito as peças dela desde a data em que comprou ela usada, e, digamos, maltratada. Então eu escolhi fazer a versão dela do período em que ele utilizou no DVD Live in Austin, mas antes da troca do braço que quebrou (foi entre os períodos da primeira parte do dvd e a segunda já com o braço novo).

Utilizei um corpo de uma stratocaster da Shelter comprada e fabricada no ano 2.000, o modelo era Shelter sky, com o headstock igual ao da fender.
O corpo é composto de três partes coladas, madeira clara e pesada, mas não sei qual é a madeira usada. Não conheço muito de madeiras.


Os moldes:

Os moldes eu utilizei fotos da internet da guitarra original (são pouquíssimas as boas) e aumentei as impressões até que fosse possível fazer um molde em tamanho real. Vou colocar umas fotos para dar ideia do processo
A parte da frente tem algumas fotos, mas da parte de trás da guitarra só encontrei uma foto boa.

Feito isso, utilizei fita crepe especial pra pintura (aquela azul) e desenhei o molde, alguns a mão livre outros tirando o molde em transparências usando como guia o molde em tamanho real. Colei as fitas em uma bancada e desenhei por cima delas, recortei com uma tesoura pequena e fui colando no corpo nos locais corretos.

Obs: Dá pra fazer tudo isso com o computador, mas eu não tenho pratica com o programa necessário e levaria mais tempo do que eu teria paciência.

O relic:

A pintura sunburst original da shelter é muito bem feita, não tem falhas, mas tem um porém, a guitarra do Stevie Ray Vaughan tinha camadas de pintura muito finas (ele alegava ser uma 59), mas o técnico de guitarra que o acompanhava alega que era uma 63 de acordo com o braço da guitarra, mas isso ninguém sabe ao certo. Digo isso pra ressaltar o tipo de verniz utilizado na original que era nitro, e na Shelter e a maioria das guitarras de hoje o verniz utilizado é o PU, então o desgaste para o relic por maior que seja o cuidado, não fica igual. A impressão que se tem é que o verniz das vintage se mistura com a tinta com o tempo, digo isso por uma série de fotos que vi, e depois olhem nas fotos da SRV para perceber o que estou tentando explicar.

O material que utilizei foi um canivete suíço e várias lâminas de estilete.
Não gosto daquelas canetas com uma lâmina na ponta, porque não dá o ângulo correto pra retirar a tinta sem estragar a madeira.

A parte mais simples é passar a lâmina do canivete, que deve ficar em pé, raspando na tinta (não estraga a madeira, podem ficar tranquilos). Essa shelter tinha muito verniz, demorou um bom tempo pra chegar na tinta que também não saiu com muita facilidade e por último o selador.

Obs: Alguns utilizam a pistola de ar quente pra tirar a tinta e o verniz, mas tem que ter cuidado ao utilizar pra não estragar tudo, e nas partes onde a tinta deve ficar não dá pra usar esse equipamento.

Feito isso, usei lixa com granulo mais fino entre 120 e 600, para deixar a madeira bem lisa e retirar os restos de tinta e selador que ficam. Nessa parte, o mais difícil é tirar perto da tinta, aí foi só com canivete, porque a lâmina arranca madeira.

Passado isso, nas partes onde começa a tinta eu utilizava tanto o canivete, quanto as lâminas de estilete, mas com muito cuidado. É muito fácil estragar o trabalho, arrancar pequenas lascas de madeira, ou riscar o verniz aonde não pode. 

Os relics no meio da pintura eu fiz a mão livre. É necessário um pouco de prática pra não exagerar e arrancar tinta a mais do que deve (se estiver fazendo uma réplica). Se for um relic comum, não precisa de toda essa atenção.

Por fim, os dois veios da madeira que são bem aparentes na original, pensei muito sobre, e teriam que ser feitos com lixa e ferramentas para escultura, mas demoraria demais e não era certeza que ficasse perfeito, sendo assim, fiz somente dois riscos que acompanham o desenho dos veios com os ferrinhos de escultura e ficou satisfatório o resultado.

Obs: Vejo vídeos e comentários sobre relic, onde esfregam moedas, parafusos, riscam com chaves de fenda, pregos, arrastam no chão, e sempre fica péssimo o resultado. Na minha opinião nada bate as seguintes ferramentas: canivete, lâmina de estilete, um kit de escultura, lima, mini retífica, principalmente usando a broca, lixas, betume e fita crepe para pintura, utilizando esta como máscara. O resto é aventura que tem grande probabilidade de dar errado.

Envelhecimento do corpo:

Nas partes onde tem tinta, utilizei a esponja de lavar louça, na lado verde, pra tirar o brilho do verniz, isso é bem rápido e não precisa esfregar muito.

A madeira, como é bem clara, eu coloquei novamente a fita crepe no local onde ela deve permanecer nessa cor, e passei betume marrom no restante do corpo. Diluí o betume em água, bem liquefeito e passei 6 demãos, deixando intervalos de 1 hora entre uma e outra com uma esponja bem macia.

Feito isso, retirei as fitas da parte clara e parti para os pedaços onde o marrom é mais escuro (manchas da parte de cima da guitarra) perto do braço, utilizando o betume diluído com uma colher de chá de água para uma colher de sopa de betume e um pincel de cerdas macias nº 8 (desenho a mão livre acompanhando a foto da original.

A outra parte perto do escudo e onde encostamos o braço (mão direita), passei 3 demãos a mais pra ficar um pouco mais escuro, e depois passei uma lixa grano 600 pra clarear um pouco no mesmo modo da original.

É legal esclarecer para o pessoal que muitos fazem essa réplica utilizando graxa de sapato preta, betume preto misturado com marrom e branco, mas muitos não levam em conta que as fotos além de serem antigas, tinham tratamentos bem rudimentares na época, luz, lentes, etc. Por isso, algumas fotos dão a impressão que a guitarra é um pouco acinzentada, mas ela não é. Pra acertar o tom da cor, tem que usar como base os vídeos e algumas fotos mais reais possíveis.

Por exemplo, a foto da réplica feita pela fender além de estar muito diferente da original dá a impressão que é cinza escuro, quase preto.

Peças:

Coloquei um jogo de malagolis custom que encomendei (são de saída baixa), som bem vintage. Agora ele tem uns materiais novos pra fazer caps customizados, e um escudo sanduíche com 12 furos.

Obs: Existe muita conversa sobre os caps da guitarra do Vaughan. As pessoas costumam comprar os texas special, que tem uma saída mais alta, e com graves mais pronunciados, pensando no som do Vaughan, mas esses caps foram feitos após a morte dele, e sinceramente, tenho minhas duvidas que ele mandou rebobinar os caps pra modificar seu som, visto que eram stock. 
Os caps originais, são de uma 59.
O restante do timbre vocês já sabem, pegada, cordas, caps, ferragem, amps, pedais, etc. 

Comprei um waterslide da fender do mesmo modelo da original no mercado livre.
Um jogo de cordas 0.10 daddario. Não uso outra, e tampouco mais pesada por um problema no pulso que me impede de fazer esforço maior.

No ebay comprei um jogo de tarraxas vintage fender, uma ponte original da fender, um bloco da ponte vintage, saddles da fender originais, e um kit fender com as peças de plástico vintage white, um neck plate customizado com o número da guitarra do Vaughan, potenciômetros, jacks, seletor de caps vintage , já tinha em casa quando fiz a outra guitarra, e, por fim, os adesivos customizados da guitarra original.

Montagem:

Na montagem tive diversos problemas, o escudo tive que fazer uns recortes milimétricos com uma mini-retífica pra não pegar na ponte, um ajuste no local onde encaixa o braço, o furo na parte onde fica o tensor, e o pequeno pedaço quebrado na parte de baixo do escudo, tudo com muito cuidado, pois o plástico estraga mais fácil que madeira.

A ponte foi outro dilema, pois a ponte original da fender tinha uma furação diferente do bloco vintage, mas tenho 3 pontes de guitarras velhas sobrando em casa e utilizei uma base de uma ponte Palmer que eu tinha aqui e encaixava nos furos do bloco, mas mesmo assim, a rosca da alavanca não batia. Sendo assim, a única solução foi desgastar a base na parte do encaixe da alavanca, e ficou tudo certo.

Passado isso, percebi que o encaixe do bloco com o corpo não tinha espaço para acionar a alavanca, ela ficava travada, então tive que retirar a ponte, comer um pouco da madeira e fazer o acabamento para dar espaço para o bloco.

No espaço da alavanca, por ser pra canhoto (Stevie colocou por ser fã do Hendrix), ficava um buraco, onde o luthier do Vaughan colocou um pedaço de madeira para tampar, fiz o mesmo com a broca da mini retifica, depois de errar 6 moldes, e colei com cola de madeira.

Na parte de trás na guitarra original, tinha um pedaço de madeira que foi colado no lugar onde fica a ponte, mas na minha não havia necessidade de fazê-lo (não sei o motivo de terem feito isso na dele), seria perda de tempo, então eu fiz um pequeno corte só pra dar o efeito visual.

Percebi que a alavanca que o Vaughan utilizava era um pouco menor que o padrão, então cortei um pedaço de uma que eu tenho com uma lima na mesma medida.

Jack eu usei o da Shelter por ser dourado desbotado, como o que ele utilizava, desgastei um pouco todos os parafusos e lixei bem pouco a ponte.

Não envelheci a ponte por um único motivo, estava lendo a entrevista do Técnico de guitarra dele e ele contou que o Vaughan trocou várias vezes de ponte naquela guitarra, até colocar a dourada, pois ele as quebrava sempre. Então, creio que não dava tempo delas ficarem velhas, e olhei várias fotos e elas nunca tinham aspecto envelhecido, sujo, ou qualquer coisa do gênero.

Por fim, retirei o molde da assinatura dele, e fiz com tinta nanquim no corpo da guitarra, preenchendo as letras que fiz com um instrumento de escultura (uns ferrinhos iguais aos de dentista).

Fiz toda a parte elétrica, me queimando a vontade com o ferro de solda.

Braço:

Mandei fazer no luthier, com trastes jumbo, nut de osso, escala em rosewood (o primeiro braço que ele utilizou é em rosewood e não pau-ferro como o utilizado na signature dele), marcação vintage white e o braço em maple shape c, não tão grosso quanto a original.

Mandei escurecer um pouco o braço, e não quis passar verniz brilhante, pra poder trabalhar melhor no envelhecimento, porém, o envelhecimento e desgaste do braço estou em dúvida se vou fazer, pois gostei do resultado e acho que já provei meu ponto, que era fazer o mais parecido que eu pudesse.

Obs: Parem com essa bobagem de mergulhar peças de guitarra no café, não serve pra nada. 

As fotos da guitarra original são todas da net, alguns songbooks que eu tenho, capas de revistas minhas e algumas do ebay.

Fotos da original:

Reparem no que falei sobre a pintura e a questão do verniz.
A cor da guitarra original, como falei não é cinza, é marrom claro.
Essa foto foi tirada no museu onde ela se encontra em Austin no Texas.

Uma foto que revela bem a cor da guitarra:


A réplica feita pela fender:


Essa réplica feita pela Fender, na minha opinião teve muito pouca atenção. Fizeram 100 delas, mas os detalhes da original não batem, e apesar de ser uma custom shop fica nítido que foi utilizado um molde padrão pra todas se repararem com atenção nos relics da guitarra.
Enfim, todas diferentes umas da outras e o envelhecimento ficou muito artificial como vocês podem comparar na fotos da 1ª lá em cima – original; e das réplicas da Fender que coloquei aqui.
Pagaram a bagatela de R$25.000,00 dólares por elas.
Eu compreendo que a empresa não perderia o tempo que eu gastei fazendo isso, pois o custo é alto, mas por R$25.000,00 dólares daria pra melhorar o padrão.

Cabe ressaltar que essa réplica da fender foi feita com base no modo como ele deixou a guitarra, na época em que faleceu: escudo de oito furos, ponte dourada, adesivo das letras novo, tarrachas schaller douradas e em madre pérola.

O que não ficou igual na minha:

A base para segurar as molas na original é mais larga, a minha é milímetros menor.

O corpo da dele tem um relic muito pesado no chifre inferior, e eu não quis destruir muito o corpo da minha guitarra.

O local onde ficam as molas tem um desgaste na madeira bem pesado, e eu também não quis fazer, mas se utilizar uma lima e um pouquinho de lixa, fica igual.

O encaixe na base da ponte onde tive que aumentar o buraco pra poder rosquear a alavanca.

O braço eu já comentei anteriormente, e creio que não vou fazer mais nada, gostei assim.

A pintura como ressaltei, só se fosse feita do zero, utilizando a mesma quantidade de tinta e o mesmo tipo de verniz. Quanto ao que dizem que não dá pra envelhecer igual a uma original. Dá sim, só que dá muito trabalho e o custo é alto, portanto, se quiser perfeito, na minha opinião tem que fazer sozinho. Digo isso pra réplicas que tenham relic.

Enfim, como vocês podem notar muita coisa não ficou igual, mas buscando ficar o mais próximo da original, fica bom o resultado.

Quanto ao som ainda não tive tempo de testá-la pra dizer algo, mas ficou bem silenciosa por ter singles, e eu não ter blindado absolutamente nada.
A ponte ficou estável, sendo a primeira strato que consigo usar a alavanca e não desafina o tempo inteiro.

Fotos do material utilizado:

Bem longe de ser uma oficina de luthieria. Quem sabe um dia... mas só por hobby!



O projeto teve início no começo de dezembro de 2012 e ficou pronto em 12 de março de 2013. Boa parte desse prazo foi de espera pelas peças compradas no ebay.


Espero que ajude quem gostar desse tipo de hobbie.
Eu acho que valeu o esforço e dedicação."
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Confiram os comentários dos usuários do FCC sobre o trabalho de Deiab:
http://forum.cifraclub.com.br/forum/3/294120/p3#8609507

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Shine a Light

O Rock n' Roll é a libertação. Pode parecer piegas, presunçoso, hebefrênico ou até mesmo hostil. Não importa o quão ridículo possa parecer, Nelson Rodrigues nos salva dessa imbecilidade; mas o velho som de Memphis instiga prazerosamente.

De comportamento reprovável, transgressor ou ilícito, não importando o tamanho da revolução proposta; ele brilhará na manhã seguinte com sentimento de esperança ou até contentamento.

Longe de cravar a superioridade do gênero - falando de música não se pode haver barreiras radiofônicas ou comerciais - que, enquanto constituinte do permeio Jazz, Blues, Country, R&B, se funde aos tramites culturais e sociais da juventude do século XX. O Rock se posicionou como elemento importante da vida contemporânea seja no cotidiano ou nas artes.

Fugindo dessa digressão quase lisérgica, saúdo 2013 com fatos importantes. Assim, para o bem deste diário online e para a manutenção da minha lógica freudiana, prossigo com a construção da minha infindável TeleStrato. Além disso, modifiquei o meu pedalboard de uma forma nunca antes praticada por mim. Finalizando as conquistas, a oportunidade de estar numa banda com um show à porta tem sido demasiadamente empolgante.

Breve melhores detalhes...

*ADENDO 02/03/2013:

O pedalboard passou por muitas mudanças. Além da construção de um novo modelo homemade (mais leve, prático e dinâmico), novos pedais entraram na prancha.

É fato que gosto muito de pedais de overdrive's. Já perdi as contas de quantos passaram por aqui. Teoricamente, acredito que um ou dois overdrive's - acompanhando um Fuzz - sejam suficientes. A encrenca começa quando o repertório de músicas é diverso e o superego não dá conta de controlar a G.A.S. .

Assim, após entrar aos 45' do segundo do tempo num projeto de indie/brit - rock com foco também em composições, abstive das minhas configurações low gain jonhmayerianas em busca de diversidade nos timbres. Dessa forma, inicialmente pensei na combinação dos pedais que poderiam gerar timbres para cada canção: Digitech Bad Moneky + Fuhrmann Hot Rod = timbre quente e aberto, Digitech Bad Monkey + Boss Blues Driver = timbre seco e bom sustain...

O Blues Driver passou para drive principal, com uma configuração que lembra alguma coisa do Led Zeppelin. O Hot Rod ganhou um pouco mais de agudo, se destacando dos demais pedais. E, finalmente, o Bad Monkey permaneceu intocável, fazendo mais ou menos o que um Tube Screamer faria com os knob's lá pras 12 horas.

O Danelectro Dan Echo e o Giannini Axcess Fuzz acabaram entrando em poucas ocasiões e o Wah Wah menos ainda. O desafio maior, entretanto, foi encontrar uma solução pros timbres limpos. Tudo bem que eu poderia desligar todos os pedais de drive e dar por encerrada a questão. Mas o resultado não foi agradável. Parecia que a guitarra "morria", perdendo frequências médias importantes para a "presença" do som. A situação ficava mais feia ainda quando o Fuhrmann Vib&Vibe era ligado sozinho, pois a oscilação dava uma leve sensação de perda de volume, além de uma pontinha estridente de agudos.

Tendo essa pulga atrás da orelha, pesquisei por soluções para o som que buscava. Inicialmente pensei num compressor para "empurrar" o sinal. Parece que o modelo da Joyo é bem interessante e barato. O fato, porém, de temer pela perda da dinâmica e não compensação de algumas frequências perdidas, me fez desistir da ideia.

Não demorou para que me sugerissem um pedal Equalizer, afinal, ele resolveria o problema do volume e das frequências sem distorcer o sinal. E, por fim, havia a possibilidade de um bom pedal de drive low gain para esquentar o som (Tone shaper?)... já devem estar imaginando qual foi minha escolha!

Continua...

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Tudo que levarei para 2013

O novo ano mal começou e já me sinto tentado a voltar ao passado. Para isso, retorno àqueles que conheci (e se destacaram) em 2012. Essa é a prova de que sei apreciar música atual, embora nem sempre totalmente moderna.

Radicada em Londres desde 2010, a nova iorquina Lana Del Rey esbanja charme e sensualidade. Com seu estilo nostálgico, algo entre os anos 50 e 60, fortemente marcado por referências a cultura pop, suas canções esbanjam ambiência e vocais murmurados.

O seu  álbum de estreia Born to Die lançado a 30 de Janeiro de 2012, no Reino Unido, e a 31 de Janeiro no resto do mundo, recebeu muitas críticas positivas e outras nem tanto. Alguns consideram a cantora incipiente e que teria atingido enorme sucesso graças à internet.

A comparação com Amy Winehouse e Adele é inevitável. Pessoalmente penso que esta já conseguiu substituir o papel da falecida Amy. Dessa forma, Lada Del Rey estaria em algum lugar entre as duas, restando-nos aguardar pelos próximos trabalhos para um melhor julgamento.
    
Das frias montanhas verdes do Estado de Vermont, EUA, surgiu Grace Potter and the Nocturnals. Uma perfeita  mistura de blues, soul e rock das décadas de 1960 e 1970, somado ao charme da gatíssima vocalista/multinstrumentista homônima.

A magia foi tanta que passei a admirar a (até então esquisita) Gibson Flying V. Claro que as linhas modernas da guitarra ficaram muito mais atraentes em Grace Potter do que em Keith Richards ou em Jimi Hendrix.

Assim como Lana Del Rey, a banda soa um pouco pop. E deve-se frizar que isso não é necessariamente um problema. A popularização da música, afinal, está distante (embora nem sempre tão evidente) da baixa qualidade artística de algumas bandas e gêneros. Ou seja, "tente se conectar às pessoas" diria Carlos Santana.
    
Voltando às guitarras elétricas, destaco The Black Keys. Formada no ano de 2001 em Akron, Ohio, a dupla carrega o espírito do velho rock n' roll norte-americano. Dan Auerbach, com sua barba de lenhador, abusa do uso de tremolos e fuzzes, algo que tenho visto pouco por aí.

Velhas guitarras e uma bateria são suficientes para canções melodiosas cheias de nostalgia e sentimentos.  A maçaroca harmônica se completa quando entra em cena a banda de apoio. Os arranjos ficam mais elaborados, deixando de lado, por hora, a crueza minimalista do duo.

O disco El Camino foi lançado em dezembro de 2011, mas só tive a sorte de conhecer a banda no finado ano de 2012. Para fins ilustrativos, indico The Black Keys BBC Radio 1 Live Lounge Zane Lowe 2012 em que há passagens pelos albúns antigos dos caras.
  
Vale destacar que Adele e Gary Clark Jr. só ficaram de fora dessa postagem por já estarem no meu set list desde fins de 2011...

Por fim, coinscidência ou não, todos esbarram na atmosfera vintage/retrô que sempre me atraiu na música. Assim, chego a pensar quais seriam minhas preferências caso tivesse nascido no pós-guerra.