segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Rock de Jaleco

Fármacos simpaticomiméticos são substâncias que imitam os efeitos da adrenalina e da noradrenalina. Eles aumentam a pressão sanguínea e podem causar estimulação do Sistema Nervos Central. Cafeína é um exemplo disso. 
Aproveitando o ritmo alucinante de estudos, as noites mau dormidas na base do café e outros estimulantes, somando isso a um trocadilho nada infame  e temos o Simpatomiméticos! A maior e melhor banda da  atualidade da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Espírito Santo.
Os caras se reuniram para fazer um som divertido que fala do cotidiano universitário, com seus mitos, amores perdidos e/ou não correspondidos, filas intermináveis no bandejão e tudo mais que passa na cabeça de um estudante de medicina.
A banda que hoje é formada por Nanato (contrabaixo), Roger (Guitarras) e Valadão (Bateria e outros sons) é o rock and roll garantido em todas as calouradas e festas da Medicina UFES. O som deles passeia entre o hardcore e o pop rock - tem muito Skank, Los Hermanos, Raimundos e até Móveis Colonias de Acaju - mas o forte são as composições próprias. Em 2008, os Simpatomiméticos conquistaram o prêmio Prato da Casa, promovido pelo programa Bandejão da Rádio Universitária FM . Na última edição das Olimpíadas Regionais de Medicina em Nova Friburgo - RJ, eles espantaram o frio de 10º com muito rock no estilo voz e violão pra cerca de 300 pessoas no alojamento.
Os caras são os mais adorados da faculdade e tenho minhas dúvidas se eles se dão bem com as garotas por causa da banda ou o sucesso da banda se deva ao fato deles serem os queridinhos das garotas de qualquer jeito.

A Medicina UFES aprova!

Confira o perfil dos caras no myspace:

domingo, 30 de janeiro de 2011

CD resgata show raro do grupo The Doors - Gazeta Online

"Existem bandas e artistas que acabaram ou morreram há décadas, mas continuam por aí. Nunca irão faltar, por exemplo, "novos" discos de Jimi Hendrix ou John Lennon, entre os mais explorados. E, para os fãs e saudosistas, acaba de ser lançado "The Doors live in Vancouver 1970" (Warner), disco ao vivo da cultuada banda americana que se desintegrou após a morte de seu vocalista, Jim Morrison.

Discos ao vivo são bons para - quem não viveu a época ou viu o show em questão - captar como teria sido. Alguns chegam a suplantar obras originais gravadas em estúdio, outros mostram as deficiências de certas bandas ou artistas em cima de um palco. Este do Doors tem o diferencial de captar TODO o show, de ponta a ponta, desde antes da primeira música até os intervalos e ruídos de ajustes de instrumentos.

Já o material em si mostra como o Doors sempre foi, para quem já teve a chance de ver alguma filmagem deles no palco (ou mesmo vê-los em cena, in loco): caótico. Embora o show tenha um setlist, ao vivo tudo dependia da vibe e do estado de Jim Morrison, que costumava se apresentar muito bêbado ou viajandão de ácido. Ele podia fazer o show tomar qualquer rumo ou alongar determinadas músicas a seu bel prazer.

Isso podia ser uma vantagem face aos shows atuais, todos bem esquematizados e frios. Mas, ouvindo no disco, que tem uma qualidade de áudio apenas razoável, vai depender da boa vontade do freguês de ir até o fim. Até porque, talvez para fazer render mais ou cobrar mais caro, dividiram o show em dois CDs, desnecessariamente. Bastava apenas cortar as gorduras. Por outro lado, tem-se o show na íntegra, o que é raro.

Para a banda, foi uma experiência extraordinária. Mas, para os fãs, tudo soa apenas como mais um motivo da gravadora para coletar algumas moedas. (Agência Globo)"


Comentario:
Assisti, em formato "Youtube", o filme The Doors de Oliver Stone agora em janeiro. Pra quem curte a banda vale a pena. Val Kilmer, eternamente antipatizado por todos, encorpora bem o Rei Lagarto. Oliver Stone passou o clima folclórico e lendário do mito que virou Jim Morrison. Parece que muitas cenas simplesmente não aconteceram ou não foi bem assim tão daquele jeito muito doido. Assistam o filme e tirem suas próprias conclusões.


Estou só aproveitando das duas "noticias" acima para tecer alguns comentários sobre a banda. Na internet não é difícil esbarrar com opniões sobre bandas que tem ou não tem atitude, polêmicas entre técnica vs "pegada/feeling" e pessoas que fazem ou não rock de mentira.
Imaginemos um vocalista que canta qualquer coisa que vem na cabeça no meio do show, geralmente chapado e doidão, um guitarrista que não usa cordas novas - quanto mais velhas, melhor o timbre!!! - (EDITANDO: Li hoje, 14/02/11, na edição de fevereiro de 2011 da Guitar Players,  que Robby Krieger teria dito isso em tom de piada) some isso ao fato de não haver um baixista no palco e letras de musicas que vão da poesia ao caos.

Boa parte das pessoas que curtem rock já quiseram ser um "the doors", mas estamos olhando pra fórmula do sucesso (este em muito alcançado apos a morte de Morrison) de agora para quarenta anos atrás. Experimente não trocar suas cordas regularmente para ver o que acontece com seus trastes, timbre, afinação e qualquer outra coisa que bichos guitarristas tanto prezam.

Escreva letras "sem sentido" e reze para não ser chamado de maluco.


Eu ainda acho o conjunto da obra de Jim, Ray, Robby e John fantástico, mas o que Oliver Stone mostra nas telas não é, felizmente ou infelizmente, receita de bolo pro estrelato.

Teclado sinestésico, segundo Alexander Scriabin

Eu, quando criança, dava cores aos números. Geralmente os ímpares tinham tons fortes, ao cinco eu cunhava o vermelho - minha cor favorita. Não lembro a cor do sete, hoje meu número quase da sorte.

É incrível como estamos o tempo todo buscando um timbre "cremoso" estilo Brian May, ou uma coisa mais "quente" tipo Jimi Hendrix. Uma das minhas últimas aquisições, um humilde Danelectro FAB Distortion soa "cheio e quente" - e abelhudo para alguns; mas ai já creio que seja uma apropriação da onomatopéia que vem dos sons do povo das colméias.

Aqui está um guitarrista de quarto de casa que adora "sentir" o que está tocando. Mesmo num sentindo literal - as vezes abaixando o volume e só dançando com os dedos. Quem sabe a parte rítimica ainda não me valha mais.

Não sei.