segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Stompbox no meu pedalboard corre mais risco do que técnico de futebol com time em crise

Após a última postagem, algumas mudanças profundas (e bem vindas) aconteceram na minha prancha. A sonoridade buscada, entretanto, continua sendo a mesma atmosfera vintage.

O diferencia nos últimos dias tem sido a volta da Tagima Strato à cena. Se antes Carlos Santana influenciava os timbres gordos de humbuckers, agora é a vez do mestre dos efeitos David Gilmour.

Há muito material detalhada sobre os equipamentos do Gilmour na internet. Assim, embalado por canções clássicas e dicas quentíssimas, consegui chegar a um setup que configurasse o blues de outrora (John Mayer) com o psicodelismo dos anos 60 e 70.

Para isso, o VT911, o VP1 Vintage Phaser e o Phaser Axcess estão saindo do pedalboard, dando lugar ao Fuzz Axcess e a um Delay (simulando tape echo).

Na próxima postagem - espero que diretamente das férias - detalharei como consegui aproveitar os equipamentos que já tinha para brincar de Pink Floyd, também.

sábado, 5 de novembro de 2011

Pedalboard 2011: em busca dos timbres nostálgicos

Este foi um ano de conquistas importantes. Embora o velhinho do saco vermelho ainda nem adentrará pela minha chaminé (trazendo com ele o clima de retrospectiva e final de ano), é possivel rememorar os fatos que marcaram os últimos tempos.

A minha família de pedais cresceu quantitativa e qualificativamente. É importante destacar que muitas trocas foram feitas,entrando e saindo do pedalboard produtos queridos e odiados por muitos.

Os timbres que eu buscava sempre remetiam ao passado (anos 60, 70 ... 90), embora estivesse sempre aberto às novidades. Filosofando um pouco, é como se fosse preciso raízes fortes e profundas para se produzir folhas e frutos novos e vistosos.

As alterações que aconteceram no pedalboard já foram postadas aqui. As fotos, entretanto, eram uma dívida que eu tinha com o blog. O desafio maior, obviamente, era manter a estética cultural e nem tanto informativa do site. Por fim, espero que, embora um pouco desfocadas, as imagens acrescentem na discussão sobre posicionamento de pedais e aproveitamento de efeitos de baixo custo.

Março de 2011
Digitech Bad Monkey, Axcess Overdrive, Axcess Phaser. Out: Fab Chorus e Fab Distortion
Entraram: Axcess Phaser e Overdrive
Saiu: Behringer Blues Drive


Agosto de 2011
Axcess Phaser, Axcess Overdrive, Boss Turbo Distortion, Vintage Phaser Behringer, Digitech Bad Monkey, Vintage Tube Overdrive Behringer, Zoom 507 Reverb
Entraram: Cabos GFS (junho), Zoom 507 Reverb (abril), Boss Turbo Distortion (julho), Vintage Phaser Behringer (julho), Vintage Tube Overdrive Behringer (agosto).



Novembro de 2011
Axcess Phaser, Vintage Phaser Behringer, Boss Blues Drive, Digitech Bad Monkey (ligado ao notebook - Amplitube 3), Axcess Overdrive. Out: Vintage Tube Overdrive Behringer e Jim Dunlop Cry Baby
Entraram:  Jim Dunlop Cry Baby e Boss Blues Drive.
Sairam: Zoom 507 Reverb, Boss Turbo Distortion.
Por fim, continua faltando um delay e ou Reverb. Não obstante o Amplitube 3 tem quebrado o galho em relação as ambiências. As simulações de amplificadores, entretanto, são a parte mais divertida do programa.

Até o próximo post!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Concurso Cultural Fuhrmann - Marcos De Ros: Eu também mandei meu vídeo!

Após algumas semanas ocupado e estressado, arrumei uma folguinha para voltar aqui. Aproveitando, entrei no Concurso Cultural da Fuhrmann, apresentado pelo guitarrista dos pampas Marcos De Ros, e estou concorrendo a muitos prêmios.

Não obstante, além do fato da concorrência ser grande e de qualidade inegável; aproveitei a oportunidade para por em dia velhas ideias de guitarra e experenciar o mundo da timbragem pré-gravação.
Ainda bem que o Amplitube 3 estava lá para salvar! De qualquer forma, o que valeu foi o desafio de cumprir uma tarefa (uma Backing Tracking simples, porém muito legal) em pouco tempo.

Parabéns à Fuhrmann e De Ros pelo evento e boa sorte aos participantes!


Segue o link para o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=uhP2LsKAUEE

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Suas mãos fazem a diferença

Guitarrista ou curioso? Tenho minhas dúvidas se gosto mais de guitarra ou de tocar guitarra. A briga é tão grande que acabo passando mais tempo atrás de novidades na internet que ensaiando meus dissonantes acordes.

Desde que me cadastrei no FCC meu set (falando especificamento do pedalboard) mudou bastante. E olha que se passou menos de nove meses!

A sana pelo timbre perfeito sempre esbarrou em referências para Stratocaster - single soils - (Jimi Hendrix, Eric Clapton, David Gilmour, John Mayer) e "Les Paul" - humbuckers - (Brian May e Jimmy Page). No meio do caminho, entrentanto, o dançante timbre Rolling Stone de Keith Richards equilibrava essa briga.

Voltando aos equipamentos em si, hoje estou conseguindo cursar entre essas duas ou tres esferas timbrísticas. Possuo quatro drives na cadeia - não necessariamente ligados simultaneamente - após dois phasers. E só.

Nessas indas e vindas perdi meu reverb (um Zoom Reverb 507) e aguardo a chegada de um wah wah Cry Baby Gcb - 95. Assim, não resistindo a compulsão gasística, estou de olho-precisando de um delay (Analog Delay Furhmann que vai até 480ms).


Breves comentários sobre os pedais:

Axcess by Giannini Phaser
Bom, Feinho e Barato. Construção robusta e True By Pass. Dá POC quando ligado de primeira vez, mas trás um phaser legal. Puxa bem pros agudos. Recoloquei a bateria e os agudos diminuíram bastante. Creio que a fonte "forçava" um pouco o pedal.

Vintage Phaser Behirnger
Distorceu com os captadares single próxima as cordas e nos humbuckers. Usado com os drives trás um timbre meio "varrido" (phou-phou) diferente do outro phaser. Perde um pouco em volume mas não chega a me atrapalhar - ainda.

Digitech Bad Monkey
Diminui o ganho e aumentei o volume deixando-o como booster de médios.

Boss Blues Drive
Bem transparante. Deixei todos os knobs em 10h (ainda nao tive tempo de explorá-lo com calma). Um excelente booster pro próximo drive...

Axcess by Giannini Over Drive
A cerejinha do bolo. Está sendo bem elogiado no FCC, mas a Guitar Player desse mês apontou (e corretamente) a falta de graves. Creio que eu ainda sofro com aquela Síndrome de Guitarristas Iniciantes que sempre puxam os knobs pros agudos. Equalizei-o de forma mais nervosa (aumentei o ganho e o tone) e estou gostando de usá-lo como drive principal.

Tube Overdrive VT911 Behringer
Muito legal de usá-lo com humbuckers. É bem sujão. Drive no 01 e já é bem forte. É quase um Distortion-Fuzz. Lembra bem os anos 70 e ele entra no set conforme a necessidade.

Fiquei sem delay, sem reverb (a Zoom quebrava um galhão...rs) mas tentarei "molhar" esse timbre pro mês que vem.

Como notícias boa, troquei os imãs cerâmicos dos captadores da Stagg R 500 por AlNiCo 2 no braço e AlNiCo 5 na ponte. Na hora foi lindo! Muito melhor. Advindo a acomodação auditiva perdeu um pouco a graça. Não é aquele PAF mas já está bem melhor. Além disso, preciso controlar minha compulsão por gastos não tão necessários.

Por ora abandonei os videos, pois minha camêra não tinha uma qualidade sonora que pudesse contribuir com o blog. Logo verei como melhorar isso.

Abraços

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Nem Freud explica!

Essa coisa de guitarra deve estar no campo das obsessões. Quem nunca se pegou passando boa parte do dia em fóruns especializados, sites de comercialização de equipamentos ou então regulando (e desrregulando) suas guitarras e pedais., Além disso, quem nunca deu aquela polida extra com cera automotiva que há quem contraindique!!!

Após um breve recesso, retorno ao blog para um breve comentário sobre o amigo distante Alex Machado. Já tem algum tempo que não o vejo, mas agora que descobri que o cara ficou famoso (no youtube) vim tietar um pouco.

Psicólogo de formação - o conheci quando ainda estudava -  e dono de uma conversa agradável, um inglês fluente e total domínio sobre as técnicas e as características timbrísticas. Alex foi quem me ensinou a difernça entre overdrive e distorção. E isso está batendo na casa dos dez anos.

Hoje, acompanhando seu canal no youtube, fico feliz que, embora cuidando da profissão e da família, não deixou a música de lado. Seus infinitos videos - tutoriais sobre as mais quentes (e caras!!!) pedaleiras - são sucesso na web pelo mundo afora.

O cara é um peça rara!!!

Abraços

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tutorial Fender "BLACKIE" by DIGOSAMBORA

Grandes mestres da guitarra, ou curiosos das seis cordas, ocasionalmente se aventuram na fabricação, modificação ou customização de instrumentos musicais. A oportunidade de ter uma guitarra que reproduz algumas - ou todas - as suas satisfações é demasiadamente tentadora.

Com pedaços de várias Fender Strato dos anos 50, o jovem Eric Clapton montou aquela que viria ser chamada de BLACKIE 01. Com ela, e algumas outras, o guitarrista se tornou o Deus da Guitarra.

Tendo ou não os mesmos objetivos - ou só buscando diversão e informação - não é novidade que alguns instrumentistas de quartinho (ou não) se arriscam nessa tênue linha que separa os quase-luthiers e os destruidores de  madeira e ferragens.

Felizmente muitos resultados são satisfatórios e contribuem para os demais que buscam o mesmo ou apenas leve personalizadas no seu amado instrumento.

DIGOSAMBORA, 31 anos, morador de Diadema- SP, é um rapaz ousado e versado nessa arte. Tão logo terminou sua BLACKIE tributo (segue o tutorial abaixo) e já engrenou na Fender Richie Sambora cover, embora meus pedidos foram para uma John Mayer stratocaster.

 Muito agradecido pela autorização, posto aqui  os passos de nosso quase-luthier quase-deus das Stratos!
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"Conforme havia dito em outro tópico, estarei dando início à esse "diário" da réplica/tributo da Fender "BLACKIE"!!!
A idéia inicial é fazer uma réplica/tributo dessa que é uma das guitas mais famosas e caras do mundo guitarrístico.

Pra quem quiser conferir só acessar o link abaixo da réplica original da Fender, você pode girar a guitarra para visualizar todos os detalhes:

http://www.fender.com/features/blackie/blackie_home.html

OBS.: Antes de mais nada, queria deixar bem claro para os puristas e defensores do relic natural que esse é um projeto que, além de ser apenas para uso pessoal, uma forma de repassar a experiência de fazer relic usando técnicas e materias caseiros.

Essa será a guitarra usada como cobaia para essa experiência:

http://img402.imageshack.us/i/guitadv.jpg/

A primeira coisa à ser feita é desmontar a guitarra, eu costumo guardar as peças em sacos plásticos, para manter uma certa organização e não ter o risco de perder nenhuma peça pequena.
Com a guitarra desmontada, darei início ao braço:

BRAÇO:

Como o braço veio sem verniz de fábrica, o trabalho que tive foi apenas de tirar o logo e passar uma lixa d´água 600 para que o verniz fixasse melhor.
Dado uma mão de verniz, lixei novamente com lixa d´água 600 e apliquei o waterslide (adesivo) com o logo da Fender.
Feito isso, dei duas demãos de verniz para nivelar o adesivo.
Com o verniz seco, lixei com lixa d´água 1200 para polimento, dêem uma olhada como ficou o resultado:

http://img192.imageshack.us/i/001dd.jpg/
http://img52.imageshack.us/i/002fbl.jpg/
http://img824.imageshack.us/i/003ixs.jpg/
http://img823.imageshack.us/i/004vyl.jpg/

Materias usados:

- Verniz em Spray para madeira; (Encontrado em qualquer casa de pintura)
- Lixa d´água Grana 600; (Encontrado em qualquer casa de pintura)
- Lixa d´água Grana 1200; (Encontrado em qualquer casa de pintura)
- Waterslide (Adesivo Logo)(Encontrado facilmente na net e fácil de se fazer se voce tiver uma impressora com impressora toner)

OBS.: O segredo da aplicação do verniz é aplicar em camadas finas e uniformes, esperar o tempo de cura e lixar com lixas d´água para polimento.

Hoje começarei a postar fotos de como está ficando o corpo.
Ainda está bem no início, nessa parte apenas tirei o brilho do verniz e dei início aos "desenhos" da BLACKIE.

CORPO (Tirando o brilho):

Primeiramente dei uma "fosqueada" no brilho com aquelas esponjas Scotch Brite com o lado verde.
O processo para isso foi realizado fazendo movimentos circulares, ora para um lado, ora para o lado oposto. (No melhor estilo Sr.Miyagi do Karate Kid)
O resultado pode ser visto nas fotos abaixo:

http://img717.imageshack.us/i/001bbbi.jpg/
http://img823.imageshack.us/i/002wzo.jpg/

Não fiquei muito contente com o resultado. Sob forte luz, ainda era possível ver claramente o reflexo na guitarra, então resolvi partir para uma segunda opção.
Utilizei lixa d´água 1200 (molhada hein pessoal), refazendo os mesmos movimentos circulares.
Terminado o processo, passei novamente a Scotch Brite, para tirar alguns detalhezinhos.
O resultado pode ser visto abaixo:

http://img135.imageshack.us/i/003ub.jpg/

Ainda falta dar uma "encerada" no corpo.

Materias usados:

- Esponja Scotch Brite; (Encontrada facilmente em qualquer mercado)
- Lixa d´água Grana 1200; (Encontrado em qualquer casa de pintura)

CORPO (Fazendo os detalhes *RELIC*):

A BLACKIE se caracteriza pelo fato de ter uma relic heavy na parte posterior do corpo e um relic light na parte frontal do corpo.
Dei início na parte traseira, pois seria mais trabalhoso digamos assim.
Para "tentar" seguir os padrões do relic original, fiz o desenho com uma lapiseira no proprio corpo, procurando seguir as linhas do original.
Na parte com a maior falta de tinta, utilizei uma lixa para madeira 220 para retirar a pintura, respeitando as linhas demarcadas, lixei até bem próximo do desenho que fiz com a lapiseira.

Esse relic da BLACKIE se caracteriza não pelo fato de ser uma pintura gasta mas, de batidas e "quebras" na pintura, o que ficou bem complicado de se fazer, espero que o resultado final fique pelo menos bom.
Para os detalhes usei esse jogo de estiletes e com toda a paciencia de chines, fui fazendo o contorno e na base da tentativa e erro, tentando dar um ar de natural.
Para um acabamento nestes desbastes, passei lixa d´água 600 (molhada) bem levemente e logo em seguida lixa d´água 1200.
O resultado pode ser visto abaixo:

http://img718.imageshack.us/i/005sv.jpg/
http://img543.imageshack.us/i/006ljf.jpg/

Materias usados:

- Jogo de estiletes; (Encontrado em papelaria)
- Lixa d´água Grana 600; (Encontrado em qualquer casa de pintura)
- Lixa d´água Grana 1200; (Encontrado em qualquer casa de pintura)
- Lixa Madeira Grana 220, a única que tinha em casa disponivel no momento(Encontrado em qualquer casa de pintura)

Vão algumas fotos com o corpo, praticamente finalizado. Faltando apenas alguns detalhes.

Aqui, dei uma encerada no corpo, para retomar um pouco do brilho. Visto que a BLACKIE não é totalmente fosca. Lá vai:

http://img4.imageshack.us/i/007jfv.jpg/
http://img848.imageshack.us/i/008mw.jpg/
http://img857.imageshack.us/i/009tn.jpg/
http://img340.imageshack.us/i/010xrq.jpg/
http://img855.imageshack.us/i/011oo.jpg/
http://img20.imageshack.us/i/012pv.jpg/

Aqui estou confeccionando o escudo com apenas uma camada e oito furos, como na BLACKIE:

(OBS.: Achei essa placa muito fina, provavelmente procure outra solução)

http://img231.imageshack.us/i/013uu.jpg/
http://img219.imageshack.us/i/014bn.jpg/
http://img846.imageshack.us/i/015nh.jpg/
http://img707.imageshack.us/i/016lvw.jpg/

Material usado para a confecção do escudo:

- Placa de PVC de imobiliaria (hehehe)

Uma vista geral de como está ficando:

http://img694.imageshack.us/i/007sf.jpg/

Essa semana apenas mexi no braço.
Fiz as marcas de "cigarro" no headstock.
Para fazer essas marcas, tentei algumas coisas como:

- Fósforo;
- Isqueiro;
- Vela;
- Cigarro.

Testei todos em um pedaço de madeira clara, que utilizo para testes, nenhum resultado me agradou, sempre ficando aquela aparência de chamuscado da fumaça.

Foi quando lembrei que uma vez soldando alguma coisa, deixei o ferro de solda quente encostar num pedaço de madeira e ele ficou com a mesma aparencia de queimado do cigarro.
Parti para o teste, e funcionou legal. Com o resultado esperado, resolvi fazer no headstock, vejam como ficou:

http://img268.imageshack.us/i/007sa.jpg/
http://img857.imageshack.us/i/005cg.jpg/
http://img855.imageshack.us/i/006fs.jpg/

Essa semana comprei betume para fazer o escurecimento do corpo mas, só vou ter tempo de testar no final de semana, então em breve mais novidades.

CORPO:

Resolvi deixar o corpo do jeito que esta nas fotos abaixo, para dar uma envelhecida, é necessario chegar na madeira pois, se deixar somente na seladora nao escurece.
Para isso utilizei:

- Betume da Judéia; (cuidado com esse material é literalmente piche de asfalto, mancha e gruda que é uma beleza)
- Thinner; (para diluir o betume)
- Graxa para sapato (marrom)

O procedimento que utilizei foi o seguinte:

Dilui um pouco de betume com o thinner, não irei passar quantidade pois isso será de acordo com o que a pessoa quer.
Apliquei nos lugares que queria, achei que ficou escuro demais, utilizei entao a graxa para remover o "grosso" do betume. Como fiz.

Não cheguei a ler os componentes da graxa mas, o betume sai muito facil passando ela.
Passei no dedo mesmo, uma pequena quantidade de graxa e ia tirando somente o quanto queria do betume, foi dessa maneira que encontrei uma forma de tirar controlando o quanto queria que ficasse de betume.
Vejam como ficou:

http://img560.imageshack.us/i/011mgc.jpg/
http://img197.imageshack.us/i/010lzn.jpg/
http://img695.imageshack.us/i/009hw.jpg/
http://img12.imageshack.us/i/008efj.jpg/

Depois e fazer o "envelhecimento", dei algumas pancadinas de leve no corpo, apenas para dar umas afundadinhas no mesmo.

Como disse, vou deixar o corpo dessa maneira e deixar o tempo ir cuidando do resto.

BRAÇO

Utilizei o mesmo principio do envelhecimento do corpo na escala do braço, no final, acabei não gostando muito do resultado, ainda não finalizei o braço.
As tarrachas eu tinha em casa de uma outra guitarra, já estao escurecidas pelo tempo, entao nao fiz nada nelas.
Vejam, como esta o estado do braço atualmente:

http://img815.imageshack.us/i/009duq.jpg/
http://img683.imageshack.us/i/008ion.jpg/
http://img228.imageshack.us/i/010ua.jpg/

ESCUDO

Como havia dito, fiz esse escudo apenas como molde para ver posicao de caps e pots. Se ficasse bom, iria acabar deixando ele mesmo mas não compensa muito, visto que o que eu quero custa em torno de $ 14,00, então comprarei pronto.

http://img850.imageshack.us/i/013yi.jpg/

ELÉTRICA

Felizmente fiz o escudo para medir espaço.
Infelizmente, o pot do 2º Tone não coube no espaço que a guita tem, vou precisar abrir um espaço para ele, mais um trampinho para se fazer.

http://img859.imageshack.us/i/001zcj.jpg/

GERAL

Umas fotos apenas para ver como provavelmente ficara:

http://img535.imageshack.us/i/001ftm.jpg/
http://img4.imageshack.us/i/004lbq.jpg/
http://img854.imageshack.us/i/003ud.jpg/
http://img703.imageshack.us/i/002hvs.jpg/

OBS.: Ainda faltam envelhecer as partes metálicas, a ponte vintage que comprei ainda não chegou (espero que sirva hehe) assim que chegar começo esse processo


Fala galera!

Depois de um longo período sem postar, estou terminando a saga da "BLACKIE".

Seguem detalhes finais e a guitarra enfim, "finalizada".

Queria agradecer à todos que de uma forma ou de outra, criticaram, apoiaram, incentivaram, deram dicas e principalmente, acompanharam o projeto.

Espero que gostem e curtam o resultado final.

Vamos lá ...

NECK PLATE (Peças metálicas)

No Neck Plate, gravei o Serial Number com punção e fosqueei ele com Lixa d´Água 1200, seguem as fotos:

http://imageshack.us/photo/my-images/232/np1b.jpg/
http://imageshack.us/photo/my-images/856/np2o.jpg/
http://imageshack.us/photo/my-images/121/np3w.jpg/

Para as peças metálicas, utilizei Lixa d´Água 1200, apenas para deixá-las fosqueadas. Optei por não fazer nenhum tipo de ferrugem nas ferragens para não compromete-las mais cedo. No caso de ferrugem, uma alternativa seria utilizar o mesmo ácido que utilizo para corroer as PCI´s para pedais.

Material Utilizado:

- Lixa d´Água 1200

CAPAS CAPTADORES:

Nas capinhas dos captadores, dei uma lixadinha de leve por toda a capinha. Em seguida, apliquei betume, conforme foto:

http://imageshack.us/photo/my-images/819/cap1tq.jpg/

Logo após, passei numa esponjinha, graxa de sapateiro, algum composto da graxa retira o betume com muita facilidade, então fui retirando aos poucos e como dei uma lixada antes, alguns pontos ficam mais escuros, outros mais claros:

http://imageshack.us/photo/my-images/37/cap2e.jpg/

Comparando a capinha, antes e depois:

http://imageshack.us/photo/my-images/848/cap3h.jpg/
http://imageshack.us/photo/my-images/19/cap4cw.jpg/

Materiais utilizados:

- Betume da Judéia;
- Cera (Graxa) de Sapato;
- Pedaço de Esponja

BLINDAGEM

Efetuei a blindagem com folhas de cobre auto colantes. Aqui não tem muito segredo. O serviço é apenas cobrir as cavidades da guitarra e preparar o escudo, conforme as fotos:

http://imageshack.us/photo/my-images/231/blind2b.jpg/
http://imageshack.us/photo/my-images/109/blind1.jpg/
http://imageshack.us/photo/my-images/87/blind3.jpg/

OBS.: Não esquecer de ligar a blindagem (folhas de cobre) no terra da guitarra.

ELÉTRICA:

Visualização da parte elétrica:

http://imageshack.us/photo/my-images/707/eletr1.jpg/
http://imageshack.us/photo/my-images/64/eletr2.jpg/
http://imageshack.us/photo/my-images/40/eletr3.jpg/

ESCUDO PRONTO:

http://imageshack.us/photo/my-images/683/esc1.jpg/
http://imageshack.us/photo/my-images/837/esc2e.jpg/

GUITARRA TERMINADA (UFA!!!):

http://imageshack.us/photo/my-images/220/pront1.jpg/
http://imageshack.us/photo/my-images/10/pront2.jpg/
http://imageshack.us/photo/my-images/861/pront3.jpg/
http://imageshack.us/photo/my-images/807/pront5.jpg/
http://imageshack.us/photo/my-images/64/pront6.jpg/

Mais uma vez, gostaria de agradecer à todos e até o próximo projeto.

Grande abraço. "
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Confiram os comentários dos usuários do FCC sobre o trabalho de DIGOSAMBORA:
http://forum.cifraclub.com.br/forum/3/255805/


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Segunda feira é dia de Rock!

Não era feriado para mim, no entanto inventei uma folga que permitisse não me preocupar com nada e só tocar guitarra. Obviamente, não resisti e dei uma leve relicada na Strato. Nada como uma scoth bride pra tirar aquele brilho de que acabou de sair da loja.

Assim, embalado no clima de quase largo tudo e viro o Keith Richards (impossível, nem Johnny Depp consiguiria) aproveitei para fazer os reviews que estava devendo aos colegas do FCC sobre o Axcess Over Drive.

Direto ao ponto: bom, bonitinho e muito barato. Talvez até mais barato que qualquer outra coisa.

Eu precisava de um overdrive com granulações "anos 70", sem agudos exagerados e chiados. Até agora agradou. Não gosto dele com o drive muito aberto, mas se for preciso ele abre sem chiar.

O primeiro vídeo é gravado com humbuckers + reverb. O segundo é só com a Strato. Em ambos os casos boostei o efeito com o Bad Monkey.

Aguardo opiniões e dúvidas!


 

domingo, 24 de abril de 2011

Os Velvetes - a ressurreição

Olá amigos! Tenham certeza que essa ausência de quase dois meses foi justificada ora pela falta de tempo, ora pelo bom senso. Valorizo todos que se aventuram na internet para falar de música, mas este blog é o relato pessoal de um quase guitarrista e não uma agência de informações. Assim, resisti ao impulso de postar videos e notícias interessantes mas que não transmitiriam o que estava acontecendo com o autor que vos escreve.

Antes que eu os aborreça com as lamentações de uma vida meio corrida e semi-preguiçosa vou direto ao assunto: tenho muitas novidades desde a última postagem! Viciado em informações de fóruns e blogs interessantíssimos que sigo (um abraço pro "Toca dos Efeitos" e toda a galera do FCC) fui me aventurando em uma ou outra modificação que poderia fazer no meu set up.

1 - A saga do Tagima T 735 Special "Ame-a ou Deixa -a" continua. Confesso que já pensei em vendê-la, queimá-a, usar como encosto de porta... mas a loirinha está aqui resistindo a todos os meus ímpetos. Paguei muito barato por ela para dizer que não valeu a pena. Com isso, sempre correndo atrás de promoções, aproveitei a do site www.captadores.com.br e adquire um kit de single coils Custom Alnico 50. Será que vai ficar muito agudo-estalado? Vou ficar com pouco ganho em comparação ao Custom Alnico Blues? Vou conseguir tocar John Mayer ou terei que curtir um Eric Clapton agora?

A verdade é que não obtive respostas - principalmente porque ainda não instalei o kit - para essas dúvidas. No entanto, a sede em arriscar - que me fez encomendar também a ponte vintage (eu estava atrás do bloco largo desta) no site da Malagoli - foi maior. Como não uso (e nunca soube usar) a alavanca , vi que era a hora de travar a ponte inclusive usando um bloco de madeira na cavidade posterior => Eric Clapton.

Resumindo: Blues é Blues e estou gostando da nova ponte (eu notei mais sustain pelo menos no dia da modificação). Ainda não travei o tremolo e nem instalei a captação mas como eu já disse antes, eu não sou John Mayer!

2 - Pesquisando (sempre) descobri que alguns guitarristas usam o Phaser antes dos overdrives. Isso pode embolar um pouco, mas fica mais sutíl o efeito e trás um ar de "diferente". Estou achando um pouco estranho, no entanto o som está mais original (menos "na cara"). No momento, entendo o Phaser como uma booster de agudos que trás umas oscilações malucas ao som. Fora a isso minhas limitações técnicas não permitem avanços.

3 - Encerrando, gravei um video (alto, todo desafinado e cheio de agudos) para enriquecer o blog. Serve como experiência para as outras oportunidades. Detalhes do video:

Digital Video Camcorder Sony
Tagima T735 Special com ponte vintage M. Designed
Phaser Axcess - Digiteh Bad Monkey - Over Driver Axcess - Fab Distortion - Fab Chorus
Fender Rumble 15 Bass Combo Amp




Aguardo opiniões, sugestões e reclamações pela demora em fazer postagens novas!!!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Resumo da Semana

Nos últimos dias, inevitavelmente, me afastei das postagens. É fato que estava sempre por aqui para acompanhar as visitas, muito embora a falta de tempo de criar algo novo fosse muito maior.

O propósito desse blog é de reunir todas as informações que me cercam sobre música e guitarra. Postar informações, dúvidas, dicas de bandas, reviews de equipamentos... Isso aqui funciona muito bem na minha vida, como se fosse minha banda virtual em que eu tivesse que reservar um tempo semanal para forçosamente ou não pensar em música.

Amanhã retorno, de fato, as minhas atividades extra-guitarra e creio que a oportunidade para as postagens será mais escassa. No entanto, é no excesso de trabalho que buscamos um alívio nas cordas e no som do rock and roll.

Concluindo: Jimmy Page continua como referência de timbre para guitarras humbuckers, meu projeto Big Muff importado da Europa naufragou, o site da Guitar Fetish está cada vez mais me seduzindo e em breve teremos postagens em vídeo.

Investimento futuro para a Stagg R 500 GBK:
http://www.guitarfetish.com/Vintage-59-WHITE-Alnico-Vintage-Tone-_c_170.html

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Jones, Bonham, Page e Plant

Embora avesso a valorização das listas de top top da música - mesmo concordando com grande parte delas - confesso já ter feito duas ou três relações de quem mais me apraz.

Não me arrisco em dizer que, opinando que há empate na primeira posição, Led Zeppelin é a melhor banda de rock de todos os tempos. Qualquer distorção de guitarra fica exagerada (heavy metal/piegas) ou som para ninar crianças após Jimmy Page. Aos meus ouvidos, parece que só o mago das 6 (ou 12) cordas possui o timbre e a cara do rock and roll.

É claro que a banda possui mais de dez álbuns, gravações em shows e diversas sonoridades variando com a passar do tempo em que eles estiveram juntos. Mas Page, seja pelo seu físico esguio e seu jeito encurvado de tocar sua Gibson Les Paul ou sua cara de bruxo da Idade Média, conseguem despertar o fascínio (catarse?) necessária para um guitar man de uma grande banda.
Obviamente não passo meu dia escutando Led Zeppelin, e nem resumo a história da guitarra no rock ao som deles. Outros tantos músicos e bandas – de antes de 1969 e depois – cumpriram fenomenalmente seu papel na história da música. É aí que as listas pecam, ou por isso que elas existem. A tentativa de alocar elementos num ranking os destacando pelas qualidades subjetivas e objetivas é extremamente válida, embora às vezes injusta ou não unânime. Mas acredito que ainda tenho muito tempo para mudar de ideia ou quem sabe morrer tendo certeza!

Sabendo algumas coisas são definitivas, outras nem tanto, aproveito para um mini review sobre meu set up de pedais. Digo “mini”, pois no momento careço de fotos e vídeos tão úteis para as dúvidas dos demais colegas.

O primeiro da cadeia, até que se prove o contrário, está o meu sempre fiel Digitech Bad Monkey. Resolvi manter a equalização grave/gorda que tanto rendeu na postagem sobre o John Mayer. Abaixar o potenciômetro de volume limpou bem a sujeira – não que ela seja um problema sempre, escute “Sempre Brilhará” (versão ao vivo) de Celso Blues Boy e entenderão o que estou querendo dizer.

Após o verdinho TS like, vem o novo xodó: Giannini Axcess Over Drive OD - 102. Ainda não tive tempo de explorar muitas configurações, mas preferi-o com pouco ganho e mais agudo do que o Bad Monkey. O som dos dois ficou mais redondo e o Axcess sozinho esquenta umas bases na Strato sem crunchar o amplificador.

Naturalmente na cadeia segue o Danelectro FAB Distortion. Estou só aguardando cabinhos novos pra ligar todos, então não o testei com o Axcess antes. Mas antes do Giannini entrar no set eu já usava o FAB Distortion para um som mais ardido bem Pearl Jam com pouco drive e alguma coisa de agudo.

Segue com Danelectro FAB Chorus (Depth 9h, Speed 9h e Mix 14h) para uma “molhada” no som às vezes e o Giannini Axcess Phaser PH – 105. Gostei muito deste pedal, o efeito é bonito, mas as modulações dessa marca – parece que não foi só comigo – dão um estalo na hora de ligar pela primeira vez. Isso não deve fazer muito bem pro auto falante! De qualquer forma, o resultado final é bom. Um leve agudo me incomodou na Strato e o som embolou um pouco na Stagg com Humbuckers, nada que uma equalização com mais paciência não resolva.

Crédito fotográfico: Bob Gruen

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pra fazer um rock'n roll

Amplificador (valvulado - gritará o coro dos puristas) no talo, potenciômetro de volume na metade (John Mayer), captadores de alnico 5 (baixa saída) e muito feeling e todas as outras expressões para timbre e pegada. Tenho todas as dicas do mundo, mas sempre acordo com o desejo hiperativo de buscar algo além.

Na prática, não falta muito para eu completar o meu set up (achei que isso demoraria anos). Uma strato, um outro modelo com humbuckers, dois overdrives, um distortion, um chorus e um phaser. Ainda me viro com o amplificador de contra baixo emprestado pelo meu irmão. Mas aqui começa o tormento - que para alguns seria perfumaria, e para outros essencial - o amplificador não tem reverb e nem falante de 12 polegadas. Aumentando o desespero, um upgrade na captação e no nut (ainda de plástico) das guitarras seriam muito bem vindo. Além do fato de que vou precisar de novos cabinhos de pedais...

Há uma grande chance de, hoje, eu estar comprando/tocando essas coisas mais como colecionador do que como guitarrista. Há quem gaste fortunas com orquídeas, por exemplo. Mas é muito complicado conciliar minha vida atual com estudos de técnicas, ensaios, shows e composições.

Não quero chegar, e não estou longe disso, ao ponto do guitarrista de internet, que passa mais tempo procurando ofertas e limpando seu equipamento do tocando e estudando um pouquinho. Uma banda de garagem com um monte de adolescentes seria mais divertido!

Jimi Hendrix é quase uma unanimidade no universo dos guitarristas. Não entendo muito o que passa na cabeça da galera do Heavy Metal, embora creia que eles também curtam o cara. Já disse aqui sobre as cordas velhas do Robby Krieger do The doors (postagem corrigida, pois parece que isso foi uma piada dele), correndo o risco de "errar" novamente: uma vez li em alguma entrevista da Guitar Player, algum guitarrista famoso falando do Hendrix, "as primeiras gravações dele, as piratas, antes da fama, eram muito melhores. Sem a pressão dos estúdios. Ele não se preocupava nem em estar afinado!"

Ainda bem que não tenho um pedal chromatic tuner no meu set up!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Aqui é minha ilha

Vitória é uma das três capitais de unidade da federação (as outras são Florianópolis e São Luís) que são totalmente banhadas por mar. A ilha tem suas “costas” voltadas pro mangue, a baia tomada pelo porto e o recorte belo de suas praias ainda não tão limpas.

Eu sei lá que tipo de coincidência ou piada interna que fez com que aqui também fosse, de certa forma, a terra do reggae. Tenho minhas dúvidas se não estou atrelando o movimento Congobeach ao swing de Bob Marley...

Hoje, distante um pouco de hits de Casaca, Mahnimal, Macucos - e talvez até bem famosa por causa do Dead Fish - Vitória apresenta um mini reflexo da cena cultural brasileira atual. Não é difícil encontrar jazz/blues em mais de dois dias na semana em bares famosos e requintados. A galera do punk rock e underground é bem servida com shows semanais em casas como Teacher's Pub e Caverna do Simpsom (que tenho minhas dúvidas se ainda existe... Nota mental, antes de atualizar o blog atualize-se sobre sua cidade). 

Não é raro também qualquer tipo de coisa tocando nos famigerados rocks no campus de Goiabeiras da UFES, assim como as n micaretas que inundam o Pavilhão de Carapina, além de todas as duplas sertanejas de renome a nível de Faustão.

Somos até razoavelmente bem servidos de lojas de instrumentos musicais e serviços de luthier. Possuímos até uma oficina de um engenheiro eletrônico muito famoso por fazer os seus amplificadores e pedais handmades.

Hoje não temos mais, e não me perguntem quando e por que fechou, a filial da EM&T. É importante destacar que, a antiga EM&T, a oficina de handemade e as lojas de instrumentos musicais eram todos, basicamente, no quarteirão de minha antiga casa... Demorei a descobrir, isso depois de só ter restado a oficina, que ali também era local de ensaio do pessoal do Solana. Isso explicava o quê eles viviam fazendo na padaria do lado de casa nas tardes que eu passava estudando.

Formada em 2003, a banda tem um apelo visual e sonoro sério, com letras requintadas, citações literárias e arranjos sofisticados. Fãs de Los Hermanos não terão dificuldades em gostar, mas eu continuo caindo mais pro lado do Jeff Buckley em termos de timbres e vocais.

Rodolfo Simor, que divide as guitarras com o vocalista Juliano Gauche, é de uma competência e ecletismo inquestionável. A primeira vez que o vi tocando - Festival Guitar Player EM&T 2008 - fiquei bastante impressionado com o cover de John Scofield.

Bom saber que ainda há espaço para  criatividade e bom gosto nessa ilha tão pequena.

Confira Solana no Myspace:

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Play the Game

De todas as bandas de rock que um dia eu ouvi, a primeira que me motivou a tocar guitarra, sem nenhuma dúvida, foi o Queen. As músicas operísticas, os vocais trabalhados, o sustain quase infinito do trio Red Special-Vox AC30-Brian May e o apelo estético-visual inquestionável.

Músicas como Bohemian Rhapsody, Killer Queen, Save Me e tantas outras são dificéis de tirar da cabeça. A banda, que passou do rock clássico quase progressivo - pop eletrônico - rock clássico novamente, mescla canções que caberiam na trilha sonora de qualquer um, devido à diversidade da discografia dos ingleses.

Hoje em dia, raramente escuto Queen - certos deuses da música não precisam ser acionados a todo o momento - mas o fato de ter acabado de chegar em casa e ter em minha mesa o DVD Queen Rock Montreal foi um estímulo e tanto pra esse post. Presentes assim são sempre bem vindos.

O blog andou meio "abandonado" esses dias devido aos outros compromissos que costumam tomar meu tempo normalmente. Ontem à noite, após ansiosa espera, chegou aqui em casa o meu pedal Over drive Axcess Gianinni (que troquei por um Behringer Blues Overdrive BO 100) e o Phaser, da mesma marca, que havia comprado na internet.

Ainda não tive muito tempo para análises sonoras profundas, mas a primeira impressão foi muito boa. Externamente é um pedal resistente e bonito. Sem grandes recursos estéticos, mas o minimalismo tem me atraído ultimamente. Ele vem numa caixinha escura tão pequena quanto o pedal.

O Overdrive me agradou bastante. Em comparação ao BO 100 - que sobrava agudos e não perdia o som crocante nem com quase nada de gain - o Axcess é mais limpo, menos abelhudo e com mais presença, além, é claro, de a carcaça ser de material metálico.

Estou tendo um pouco de dificuldades com o Phaser, mas isso se deve ao fato de praticamente nunca ter tocado em um. O pedal não pareceu acrescentar grandes mudanças sonoras ao timbre, cumprindo apenas o seu papel com phaser. Não houve clicks nem chiados, aumento de agudos ou som de brinquedo de criança. Agora é tentar dominar essa máquina de ondas sonoras!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Salvador do Rock Nacional

Que saudade que eu tenho da Baía de Todos os Santos, iluminada unicamente pelo sol do cair da tarde. Da terra quente e da gente alegre. Há um ano Salvador foi minha casa e de lá saí querendo voltar para sempre.

Eram 60 anos de trio elétrico nas ruas e (pasmem ou não) o frevo e/ou axé dominou o meu circuito cultural pela capital baiana. Não tive, e inclusive só soube há poucos dias, a chance de assistir a apresentação gratuita do Vivendo do Ócio na praia de Piatã, durante o carnaval. Eu vi os caras pela primeira vez no GAS Sound da Rede TV, um até então despretensioso programa/festival da emissora paulista que lançaria um disco da banda vencedora.

Mais algumas aparições na MTV e não foi difícil perceber a clara influência britânica do som deles. Algo bem Arctic Monkeys com linhas de baixos altos e vocais rasgados. Não sei por que, e comentei isso com Nanato do Simpatomiméticos (que me apresentou as outras músicas do Vivendo do Ócio) a voz de Jajá Cardoso me lembrou o Helio Flanders do Vanguart e aquele dia nem era uma terça-feira...

Após algumas passadas no myspace dos caras, dei uma conferida em algumas fotos e vídeos. Deu para identificar que com um contrabaixo Sx e uma guitarra Epiphone é possível gravar um bom disco de rock and roll, a exemplo de Nem sempre tão Normal.


Aproveitando mais uma "banda com meus amigos que deu certo", concluo a saga do pedalboard handemade começada na postagem passada:

Colei as três partes de mdf que serviriam como base (57 x 10 x 1,5 cm) e as uni também com as duas ripas de 30 x 3,5 x 1,5 cm que serviriam como as proteções laterais. Para Esse último serviço, além da cola de madeira, usei pregos. Depois, também com prego e cola de madeira, vem a proteção posterior de mdf (53 x 10 x 1,5 cm).

Após isso, cortei o emborrachado no tamanho da base do pedalboard (uma emenda teve que ser feita pra completar os 7 cm restantes). Importante lembrar que antes de colá-lo com adesivo de contato, eu lavei bem o emborrachado com água, sabão e escova.

24 horas esperando o adesivo de contato secar. É importante colocar um peso em cima, para isso, usei a TV do meu quarto! Depois, tirei a TV, corta o EVA no tamanho que ficou o pedalboard internamente, e repeti o mesmo processo de colagem, mas colocando revista entre a TV e o EVA para não amassar/rasgar este.

Nas informações de uso do adesivo de contato diz que é preciso limpar bem e secar as duas partes a ser coladas, passar a cola nas duas partes e esperar secar o solvente de 10 - 15 minutos (importante: faça isso em local aberto/ventilado, senão você vai ficar doidão). Lá relata também que a colagem é definitiva após 24 horas, mas antes disso já está bem firme. 

O pedalboard está pronto. Ainda não decidi se dou acabamento de tinta ou verniz nas extremidades de madeira. Além do fato que não pretendo usar velcro, assim, passarei o lacre nos pedais e em alças coladas na base do pedalboard. Veremos como ficará o resultado final.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Faça você mesmo

Um dos feitos que mais me orgulho, em relação aos meus amigos, nos últimos anos, é ter sentenciado que aquele som de garagem, cru, sem contrabaixo e uma baterista no estilo feijão com arroz se tornaria algo definitivo na história da música.

Possivelmente levado pelo meu espírito "faça você mesmo", sem a conotação punk da frase, acreditava que o som que vinha de The White Stripes era superior ao rock adolescente Silverchair-Green Day-Blink 182 que dominava as rádios por volta dos anos 2000. Escutando os primeiros acordes de "Joline" rapidamente remeti ao timbre de Jimmy Page e todo o chiado e ambiência dos anos 70.

Se um cara, acompanhado por uma baterista, tocando com sua guitarra de plástico e um só captador funcionante poderia se aproximar do que foi o Led Zeppelin o quê eu não poderia fazer também? Aquilo era a concretização do sonho adolescente, a banda de garagem que dava certo; hoje sabemos que Jack nunca ligou muito para equipamentos - tendo preferência por alguma ou outra coisa que poderia ser chamada de vintage - enfatizando que o som vinha do esforço dele (será que ele aprendeu esse discurso com Carlos Santana?).

Há poucas horas, recebo a notícia de que The White Stripes, após um hiato de cerca de três anos, encerrou suas atividades. Um clima meio fúnebre fica pelo menos pra mim. É claro que os outros projetos (agora definitivamente elevados a categoria de oficiais) do cara continuam. Andei ouvindo o Dead Weather e parece ser muito bom. Mas acho que o que fica na nostalgia é aquele clima de que tudo é possível com muito blues, rock and roll e atitude.

Aproveitando o momento do-it-yourself, começo aqui a saga do meu pedalboard handemade. Inspirado em dicas do Fórum CifraClub o construi há cerca de uma semana.

Material usado:
3 placas de mdf 57x10x15, cm - recolhidas em casa
2 placas de mdf 30x3,5x1,5 cm - recolhidas em casa
1 placa de mdf 53x10x1,5 - recolhida em casa
EVA verde de 1,0 cm - recolhido em casa
Tecido emborrachado 50x50 cm - recolhido em casa (em lojas de borracha parece ser bem barato segundo o FCC)
Adesivo de contato (cola de sapateiro) - R$ 7,20 o tubo
Pregos pequenos - R$ 3,50 pacote com 20
Cola de madeira - recolhida em casa
Serra - R$ 3,50
Martelo - recolhido em casa

Continua...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Eu não sou John Mayer

 Ainda na febre do "preciso melhorar meu timbre" e, mesmo sabendo que esse não é o melhor caminho, buscando parâmetros em sonoridades abordadas por minhas referências musicais, mais uma vez, nessa terça feira última, me detive por toda uma tarde, equalizando tudo o que é botão do meu set up.

Meu melhor pedal na prancha no momento é o "cover" dos Tube Screamer, o Digitech Bad Monkey, uma barganha, considerando que comprei em euros e não paguei pelo frete; pedal low gain bastante profundo, com um timbre bem mais cheio que o meu agora "trocado" Behringer Blues Overdrive (breve conto os detalhes).

A regulagem que estava foi feita pacientemente pelo meu ex professor de guitarra que, numa visita relâmpago, me agradou bastante com a quantidade de graves que adicionou ao meu som.

Mas não adiantou muito, tomado pela febre já citada, durmia pensando numa forma melhor de extrair mais alguma coisa do macaquinho, embora respeite até a alma o que meu ex - professor disse que é bom (aqui cabe uma discussão para outras postagens).

Liguei o Where the Light is de Jonh Mayer no computador e fui ver até onde conseguia ir, tirando toda a tonelada de equipamentos que todos nós sabemos que ele usa e focando só no som Tube Screamer do cara. De imediato, o que me incomodou foi o som crocante que me impedia de tocar acordes limpos (ou palhetando baladas (John Mayer teria, basicamente dois tipos de drive ou seria pura dinâmica?). O pedal estava com a seguinte configuração: Tone 13h, Low 13h, High pouca coisa depois de 12h e Gain 14h. Todo mundo, e até eu que sou iniciante nisso tudo, poderia pensar/sugerir que eu diminuísse o Gain. Quem me dera isso fosse possível, visto a falta de coragem momentânea de mexer naquela equalização sagrada!!! Mas o que me desmotivou a ficar virando knob pra lá e pra cá foi o fato que, para as frases mais bluesy e solo se som estava perfeito. E assim a equalização inicial se manteve, pelo menos até outra tarde sem nada melhor pra fazer.

Fica a pergunta: estou precisando de outro Bad Monkey ou é tudo questão de técnica/dinâmica?

Em tempo, uma oportunidade muito boa está surgindo e creio que até o fim do mês um Big Muff estará pisando no meu pedalboard handemade! Vamos esperar pra ver se concretiza. 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Simon & Garfunkel: edição comemorativa de um clássico

Em tempos (passageiros?) em que as duplas sertanejas (universitárias?) dominam as paradas de sucesso no Brasil, e com um apelo um forte no estado do Espírito Santo (praia?); talvez seja difícil, para os mais novos, como quem vos escreve, pacientemente resgatar sons mais clássicos e aveludados...

A primeira vez que ouvi  Simon & Garfunkel não sei se foi na trilha de Forrest Gump ou nos intermináveis ensaios, na minha casa, da banda do meu irmão. 

Depois disso, passando pela tentativa madrugal de assistir o filme A Primeira Noite de um Homem, ganhei um vinil - alguma coisa no Central Park nos anos de 1980, reunião após a dissolução da dupla.
E agora, aproveitando o mesmo clima do post sobre The Doors, acrescento aqui a notícia do relançamento do último álbum dos dois antes do fim da parceria. 

"Está previsto para o dia 8 de março o combo CD+DVD 'Bridge Over Troubled Water: 40th Anniversary Edition'. Além do álbum original, o pacote inclui 'Songs of America', um especial para TV de 1969 nunca antes comercializado, e um documentário sobre o making-of, trazendo entrevistas com Paul Simon e Art Garfunkel."
  
Confiram a notícia na íntegra no site da Guitar Player
http://guitarplayer.uol.com.br/?area=detalheNoticia&id=1748

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Rock de Jaleco

Fármacos simpaticomiméticos são substâncias que imitam os efeitos da adrenalina e da noradrenalina. Eles aumentam a pressão sanguínea e podem causar estimulação do Sistema Nervos Central. Cafeína é um exemplo disso. 
Aproveitando o ritmo alucinante de estudos, as noites mau dormidas na base do café e outros estimulantes, somando isso a um trocadilho nada infame  e temos o Simpatomiméticos! A maior e melhor banda da  atualidade da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Espírito Santo.
Os caras se reuniram para fazer um som divertido que fala do cotidiano universitário, com seus mitos, amores perdidos e/ou não correspondidos, filas intermináveis no bandejão e tudo mais que passa na cabeça de um estudante de medicina.
A banda que hoje é formada por Nanato (contrabaixo), Roger (Guitarras) e Valadão (Bateria e outros sons) é o rock and roll garantido em todas as calouradas e festas da Medicina UFES. O som deles passeia entre o hardcore e o pop rock - tem muito Skank, Los Hermanos, Raimundos e até Móveis Colonias de Acaju - mas o forte são as composições próprias. Em 2008, os Simpatomiméticos conquistaram o prêmio Prato da Casa, promovido pelo programa Bandejão da Rádio Universitária FM . Na última edição das Olimpíadas Regionais de Medicina em Nova Friburgo - RJ, eles espantaram o frio de 10º com muito rock no estilo voz e violão pra cerca de 300 pessoas no alojamento.
Os caras são os mais adorados da faculdade e tenho minhas dúvidas se eles se dão bem com as garotas por causa da banda ou o sucesso da banda se deva ao fato deles serem os queridinhos das garotas de qualquer jeito.

A Medicina UFES aprova!

Confira o perfil dos caras no myspace:

domingo, 30 de janeiro de 2011

CD resgata show raro do grupo The Doors - Gazeta Online

"Existem bandas e artistas que acabaram ou morreram há décadas, mas continuam por aí. Nunca irão faltar, por exemplo, "novos" discos de Jimi Hendrix ou John Lennon, entre os mais explorados. E, para os fãs e saudosistas, acaba de ser lançado "The Doors live in Vancouver 1970" (Warner), disco ao vivo da cultuada banda americana que se desintegrou após a morte de seu vocalista, Jim Morrison.

Discos ao vivo são bons para - quem não viveu a época ou viu o show em questão - captar como teria sido. Alguns chegam a suplantar obras originais gravadas em estúdio, outros mostram as deficiências de certas bandas ou artistas em cima de um palco. Este do Doors tem o diferencial de captar TODO o show, de ponta a ponta, desde antes da primeira música até os intervalos e ruídos de ajustes de instrumentos.

Já o material em si mostra como o Doors sempre foi, para quem já teve a chance de ver alguma filmagem deles no palco (ou mesmo vê-los em cena, in loco): caótico. Embora o show tenha um setlist, ao vivo tudo dependia da vibe e do estado de Jim Morrison, que costumava se apresentar muito bêbado ou viajandão de ácido. Ele podia fazer o show tomar qualquer rumo ou alongar determinadas músicas a seu bel prazer.

Isso podia ser uma vantagem face aos shows atuais, todos bem esquematizados e frios. Mas, ouvindo no disco, que tem uma qualidade de áudio apenas razoável, vai depender da boa vontade do freguês de ir até o fim. Até porque, talvez para fazer render mais ou cobrar mais caro, dividiram o show em dois CDs, desnecessariamente. Bastava apenas cortar as gorduras. Por outro lado, tem-se o show na íntegra, o que é raro.

Para a banda, foi uma experiência extraordinária. Mas, para os fãs, tudo soa apenas como mais um motivo da gravadora para coletar algumas moedas. (Agência Globo)"


Comentario:
Assisti, em formato "Youtube", o filme The Doors de Oliver Stone agora em janeiro. Pra quem curte a banda vale a pena. Val Kilmer, eternamente antipatizado por todos, encorpora bem o Rei Lagarto. Oliver Stone passou o clima folclórico e lendário do mito que virou Jim Morrison. Parece que muitas cenas simplesmente não aconteceram ou não foi bem assim tão daquele jeito muito doido. Assistam o filme e tirem suas próprias conclusões.


Estou só aproveitando das duas "noticias" acima para tecer alguns comentários sobre a banda. Na internet não é difícil esbarrar com opniões sobre bandas que tem ou não tem atitude, polêmicas entre técnica vs "pegada/feeling" e pessoas que fazem ou não rock de mentira.
Imaginemos um vocalista que canta qualquer coisa que vem na cabeça no meio do show, geralmente chapado e doidão, um guitarrista que não usa cordas novas - quanto mais velhas, melhor o timbre!!! - (EDITANDO: Li hoje, 14/02/11, na edição de fevereiro de 2011 da Guitar Players,  que Robby Krieger teria dito isso em tom de piada) some isso ao fato de não haver um baixista no palco e letras de musicas que vão da poesia ao caos.

Boa parte das pessoas que curtem rock já quiseram ser um "the doors", mas estamos olhando pra fórmula do sucesso (este em muito alcançado apos a morte de Morrison) de agora para quarenta anos atrás. Experimente não trocar suas cordas regularmente para ver o que acontece com seus trastes, timbre, afinação e qualquer outra coisa que bichos guitarristas tanto prezam.

Escreva letras "sem sentido" e reze para não ser chamado de maluco.


Eu ainda acho o conjunto da obra de Jim, Ray, Robby e John fantástico, mas o que Oliver Stone mostra nas telas não é, felizmente ou infelizmente, receita de bolo pro estrelato.

Teclado sinestésico, segundo Alexander Scriabin

Eu, quando criança, dava cores aos números. Geralmente os ímpares tinham tons fortes, ao cinco eu cunhava o vermelho - minha cor favorita. Não lembro a cor do sete, hoje meu número quase da sorte.

É incrível como estamos o tempo todo buscando um timbre "cremoso" estilo Brian May, ou uma coisa mais "quente" tipo Jimi Hendrix. Uma das minhas últimas aquisições, um humilde Danelectro FAB Distortion soa "cheio e quente" - e abelhudo para alguns; mas ai já creio que seja uma apropriação da onomatopéia que vem dos sons do povo das colméias.

Aqui está um guitarrista de quarto de casa que adora "sentir" o que está tocando. Mesmo num sentindo literal - as vezes abaixando o volume e só dançando com os dedos. Quem sabe a parte rítimica ainda não me valha mais.

Não sei.